"foi brincadeira"

Suposta receita médica com “órgão genital” foi feita por estagiárias, conclui sindicância

A Secretaria de Saúde do município encerrou com vínculo de estágios das alunas

Suposta receita médica com prescrição de "buceta"
Uma suposta receita médica que circula pelas redes sociais prescreve um remédio "inusitado": 3 horas de buceta. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Uma suposta receita médica que circulou pelas redes sociais prescrevia um remédio “inusitado”: 3 horas de buceta. Após polêmica e nota da Secreteria Municipal de Saúde do município, a sindicância concluiu que a “receita” foi feita por duas estagiárias em “tom de brincadeira”. O caso aconteceu em Unidade Básica de Saúde (UBS) de Alagoinha, em Pernambuco.

“3 horas de buceta, por três meses se necessário. Obs: bem molhadinha”, dizia a receita.

Segundo a “investigação” interna, as estagiárias técnicas em enfermagem teriam feito a brincadeira e colocado nas redes sociais de uma delas. Além disso, elas teriam utilizado o carimbo de uma das profissionais da unidade.

“A apuração concluiu que o documento foi confeccionado por duas estagiárias do curso técnico de enfermagem que realizavam estágio curricular na Unidade Mista Maria Eliziária Paes, sem o conhecimento ou autorização da técnica de enfermagem cujo carimbo constava no documento e de sua preceptora”, diz trecho da nova nota.

Suposta receita médica prescreve “buceta” e termina em nota da Saúde

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde do município se manifestou sobre o caso e disse que o carimbo de identificação da profissional não foi utilizado por ela.

Antes mesmo da confirmação, a antiga nota já informava que o carimbo poderia ter sido utilizado por outra pessoa. Por isso, o município instaurou uma investigação sobre uma possível falsificação ideológica.

Veja a nova nota completa da Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinha:

“A Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinha-PE esclarece que o documento divulgado em redes sociais e blogs, apresentado em formato semelhante ao de receituário e contendo linguagem inadequada e incompatível com os padrões técnicos e éticos que regem a assistência à saúde, não possui validade técnica ou administrativa, uma vez que continha apenas o carimbo de uma técnica de enfermagem da rede municipal, sem a respectiva assinatura da profissional. Após tomar conhecimento dos fatos, a Secretaria instaurou sindicância administrativa para apuração da ocorrência, com afastamento cautelar da técnica de enfermagem até a conclusão das investigações. A apuração concluiu que o documento foi confeccionado por duas estagiárias do curso técnico de enfermagem que realizavam estágio curricular na Unidade Mista Maria Eliziária Paes, sem o conhecimento ou autorização da técnica de enfermagem cujo carimbo constava no documento e de sua preceptora. Conforme relataram as próprias estudantes, a conduta ocorreu em contexto de “brincadeira”, mediante utilização indevida de folha de receituário da unidade e do carimbo da profissional. Posteriormente, o conteúdo foi divulgado em rede social por uma das estagiárias. Diante da confirmação dos fatos, as estagiárias foram imediatamente desligadas do campo de estágio. Concluída a sindicância, não foram identificados elementos que indicassem participação, anuência ou responsabilidade da técnica de enfermagem, motivo pelo qual a profissional foi reintegrada às suas funções. A Secretaria Municipal de Saúde reafirma que adota rigorosos padrões éticos e técnicos na emissão de documentos oficiais e que todas as medidas administrativas cabíveis foram adotadas para a completa apuração dos fatos e responsabilização das envolvidas. Considerando a conclusão da apuração administrativa e a adoção das providências pertinentes, a Secretaria considera o assunto devidamente esclarecido”, conclui a nota.

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