Saúde
novo medicamento
O novo medicamento gerou uma série de dúvidas que serão respondidas na reportagem: qual o preço, quando chega ao consumidor, como funciona?
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou, nesta terça-feira (26), a Ozivy, a primeira caneta emagrecedora brasileira, que é à base de semaglutida sintética. O medicamento tem o mesmo composto da Ozempic, que perdeu a patente no dia 20 de março deste ano.
O medicamento brasileiro não é um genérico, é uma solução injetável classificado como medicamento novo, sendo um análogo sintético de produto biológico.
O novo medicamento brasileiro será uma solução injetável, em caneta preenchida para uso semanal. Diferente do Ozempic, a Ozivy deve ficar armazenada em geladeira antes e depois de iniciado o tratamento.
A caneta emagrecedora brasileira à base de semaglutida poderá ser usada para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, junto com a dieta e exercícios.
A Ozivy foi aprovada para comercialização e passou pelo processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade feita por meio do registro na Anvisa.
De acordo com a EMS, o prazo para que a caneta emagrecedora chegue às prateleiras é de dois a três meses, ou seja, até agosto provavelmente.
Quanto ao preço, não há uma informação oficial sobre o valor. A estimativa é que, inicialmente, o preço seja 30% mais barato do que a concorrente Ozempic. Depois, em até cinco anos, a previsão é que o preço possa ficar até 50% mais barato.
Como o preço oficial da Ozempic é de R$1.300, a caneta emagrecedora brasileira pode custar R$1.039 quando chegar aos consumidores oficialmente.
A semaglutida é o princípio ativo do Ozempic, que teve patente derrubada no Brasil. Esse tipo de caneta leva à perda de até 15% do peso corporal.
A tizerpatida, no entanto, que é o princípio ativo do Mounjaro, pode levar à perda de até 22,5% do peso.
Para que o produto esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), ele precisa ser avaliado e recomendado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e aprovado pelo Ministério da Saúde. Nem todos os medicamentos registrados na Anvisa passam pela avaliação da Conitec ou são incorporados ao SUS.
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