ATAQUE
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CRIME
Após o episódio, a universidade suspendeu temporariamente os estudantes envolvidos
Uma investigação sobre um suposto estupro coletivo na Universidade Cornell, nos Estados Unidos, foi reaberta nesta segunda-feira (28) por promotores do estado de Nova York. O caso envolve sete estudantes ligados à fraternidade Chi Phi, e a decisão ocorre após novos relatos apresentados pela suposta vítima em uma ação civil.
A mulher afirma que foi drogada com cetamina, agredida e estuprada por sete estudantes em 2024. Em uma ação de 101 páginas apresentada neste mês em Nova York, a vítima relata ter sofrido “graves transtornos emocionais e psicológicos” e pede indenização financeira à universidade e aos acusados.
O promotor do distrito do condado de Tompkins, Matthew Van Houten, afirmou que pretende apresentar acusações criminais contra os sete homens. Segundo ele, o escritório havia decidido não processar o caso em 2024 porque, naquele momento, o depoimento da vítima não estabelecia a falta de consentimento.
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Agora, diante das novas alegações apresentadas pela mulher, a investigação foi retomada. “Reconheço a realidade de que vítimas de agressões sexuais podem precisar de anos de terapia e recuperação para processar plenamente e compreender o que lhes aconteceu”, afirmou Van Houten em comunicado.
A suposta vítima afirma que os envolvidos eram integrantes da Chi Phi, uma fraternidade voltada a estudantes homens da Cornell. Após o episódio, a universidade fechou a fraternidade e suspendeu temporariamente os estudantes envolvidos. Vários deles foram posteriormente expulsos.
Cornell, que integra a Ivy League, afirmou apoiar a decisão de reabrir a investigação criminal. Kyle Kimball, vice-presidente de relações universitárias da instituição, também rejeitou uma das alegações apresentadas na ação civil.
O abuso na universidade provocou grande repercussão pública e foi condenado por personalidades como a atriz britânica Florence Pugh e a deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez.
A ação civil apresentada pela mulher também inclui pedidos de indenização contra a Universidade Cornell e os sete estudantes acusados. O processo descreve os impactos emocionais e psicológicos que, segundo a vítima, foram provocados pelo episódio.
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