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O réu, David Martens, acusado de matar Gilberto e Alexsandro de Almeida, 59 e 29 anos, responde em liberdade até hoje
Um trágico acidente que matou pai e filho em Foz do Iguaçu completou um ano nesta terça-feira (17). O Tribuna da Massa de Foz acompanhou o caso desde o início e conversou com os familiares. O réu, David Martens, acusado de matar Gilberto e Alexsandro de Almeida, 59 e 29 anos, responde em liberdade até hoje.
A manhã de hoje começou com um protesto feito pela família no local do acidente. Com um cartaz e camisetas com fotos das vítimas, a família pede justiça. Em entrevista, a viúva e mãe das vítimas disse que querem que o réu vá preso, para que outras famílias não sofram com a irresponsabilidade no trânsito.
“Estamos aqui por justiça, sim. A gente quer resposta. Foi muito complicado, tiraram um pedaço da gente, fazem falta demais. O luto sempre vai ficar, mas queremos justiça para que ele não tire outras vidas”, disse.
O acidente que matou pai e filho aconteceu na noite de 17 de março de 2025. Naquela data, Gilberto e Alexsandro estavam em uma motocicleta, parados no sinaleiro. As imagens da câmera de segurança mostram, então, um carro em alta velocidade, que vem por trás e arrasta as vítimas pela rua. Pai e filho morreram no local.

David Martens, o motorista, deixou o local com a ajuda de um amigo, e se apresentou na delegacia dois dias depois, junto com um advogado. Desde então, ele responde o processo em liberdade.
Imagens que fazem parte do processo mostram David momentos antes em um bar comprando bebida. Notas fiscais também comprovam que o réu ingeriu bebiba alcoólica antes. Cinco meses depois do acidente, o réu se manifestou pela primeira vez e a Tribuna teve acesso aos arquivos.
“Eu não consigo te dar exatamente o que aconteceu. Eu sei que quando eu vi eu estava em cima da moto. Dá para ver no vídeo que eu nem pisei no freio, justamente por não ver. Eu pedi para ligar para a emergência, excelência. No momento você não sabe o que faz. Eu falava: você pode ligar para a emergência, não estou conseguindo. A minha vida naquele momento acabou, eu perdi a dignidade, perdi meu emprego, moro de favor. Não fui falar com a família por medo da mídia, mas o que eu mais queria era pedir perdão”, disse o réu no depoimento.
A Tribuna da Massa conversou com o advogado do réu, da família e o promotor do caso. Nielson Azeredo, que é o promotor, pede acusação de duplo homicídio qualificado e acredita que a justiça chegará.
“Não tínhamos dúvida de que ele agiu com dolo. Não é a vontade de matar, mas ele assumiu o risco dessa tragédia ao ingerir bebida alcoólica. O Ministério Público continuará lutando por justiça”, declarou ao repórter.
Segundo mostrou a apuração da reportagem, o processo contra o réu ainda pode demorar mais um ano.
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