Segurança
Acusados de matar psicóloga de penitenciária são julgados a partir de hoje
Os cinco acusados de matar a psicóloga Melissa Almeida em 2017 na cidade de Cascavel, no oeste do Paraná, estão sentados no banco dos réus nesta segunda-feira (23) em Curitiba. O julgamento começou às 9 horas e não tem data para terminar. A agente federal atuava na Penitenciária Federal de Catanduvas e foi executada quando chegava em casa com o marido e o filho, numa emboscada armada por integrantes de uma facção criminosa.
O júri foi transferido para a capital a pedido da defesa, que solicitou o desaforamento de comarca por causa da repercussão que o caso teve no oeste do Paraná.
Na época do crime, a Polícia Federal concluiu que Melissa foi executada por ordem do PCC como forma de enfrentamento ao sistema penitenciário federal e contra o regime disciplinar adotado dentro dos presídios federais.
Segundo o Tribunal do Júri, 26 pessoas devem ser ouvidas. Dois dos acusados são atendidos pela Defensoria Pública da União e os demais possuem advogados contratados para suas defesas. Estes advogados não se manifestaram sobre o julgamento.
Os acusados
Os acusados são: Edy Carlos Cazarim que responde por homicídio triplamente qualificado e organização criminosa, tentativa de homicídio triplamente qualificado, posse de arma de fogo, munições e acessório de uso restrito, receptação dolosa e incêndio doloso.
Outro acusado é Wellington Freitas da Rocha que responde por homicídio triplamente qualificado e organização criminosa, além de tentativa de homicídio triplamente qualificada, organização criminosa, posse de arma de fogo, munições e acessório de uso restrito e receptação dolosa.
Elnatan Chagas de Carvalho responde por homicídio triplamente qualificado e organização criminosa, além de tentativa de homicídio triplamente qualificado, posse de arma de fogo, munições e acessório de uso restrito. Roberto Soriano responde por homicídio triplamente qualificado e organização criminosa, tentativa de homicídio triplamente qualificado. Andressa Silva dos Santos responde por homicídio triplamente qualificado e organização criminosa. Outros dois suspeitos que também estariam envolvidos no crime já estão mortos.
Apenas um dos acusados vai participar do júri de forma presencial e os demais serão ouvidos no modelo virtual. A defesa de Andressa afirma que não há provas que confirmem seu envolvimento no caso.