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Nas últimas semanas, ao menos três ocorrências envolvendo meninas entre 13 e 17 anos foram registradas
A onda de adolescentes desaparecidas em Curitiba acendeu um alerta entre autoridades e famílias. Nas últimas semanas, ao menos três ocorrências envolvendo meninas entre 13 e 17 anos foram registradas. Todas foram localizadas, mas os episódios apresentam padrões semelhantes.
Entre os pontos em comum estão o sumiço repentino, decisões impulsivas e a influência de relações fora do ambiente familiar, muitas vezes iniciadas pela internet. A reportagem de Andressa Tavares, da Rede Massa, conversou com especialistas no assunto e faz um alerta aos pais.
O caso mais recente ganhou destaque após uma adolescente afirmar ter sido sequestrada. A investigação, no entanto, apontou que ela saiu de casa por conta própria. Imagens mostram a jovem entrando em um carro voluntariamente. Durante os dias em que ficou fora, ela se hospedou em um hotel e chegou a pedir dinheiro à família com base em uma falsa ameaça.

Dias antes, outra adolescente desapareceu após sair da escola, na região do Sítio Cercado. Ela havia avisado a mãe que estava voltando para casa, mas não chegou. Foi encontrada dias depois. Segundo familiares, já havia episódios anteriores de fuga.
No entanto, o caso chamou atenção. Em entrevista à Rede Massa, a mãe da menina afirmou que não havia motivo para fuga, a relação entre a família era boa.

Em outro caso, uma jovem sumiu após sair para um passeio em um parque. A família mobilizou buscas até que ela fosse localizada.
O delegado Thiago Filgueira explicou que, geralmente, a fuga está relacionada a conflitos familiares ou relacionamentos com outras pessoas.
“A faixa etária de desaparecimento de adolescentes geralmente é de 13 a 16 anos. As causas geralmente são relacionadas a conflitos familiares, fugas para encontros amorosos e também algumas algumas situações ligadas ao uso e consumo de drogas e listas”, disse.
Para psicólogos, a fuga é reflexo da intensidade emocional, marcada pela busca por pertencimento e validação. Em contextos de baixa autoestima ou falta de diálogo dentro de casa, adolescentes podem se tornar mais vulneráveis a influências externas.
O comportamento impulsivo também pesa. A sensação de reconhecimento, muitas vezes alimentada por relações online, pode reforçar decisões sem avaliação de riscos. Nesse sentido, o delegado aponta: qualquer ato libidinoso com menores de 14 anos é crime, seja consentido ou não.
Ö jovem adulto que foge ou que induz a fuga de uma criança ou de adolescente de casa, pode responder pelo crime de subtração de incapaz ou fuga de incapaz. E pode inclusive ser preso em flagrante”, alerta o delegado.
Autoridades destacam que o registro do desaparecimento deve ser feito imediatamente, sem necessidade de aguardar 24 horas. As primeiras horas são consideradas decisivas para a localização.
O processo é esse:
1º passo: iniciar buscas em locais de risco.
2º passo: vá até a delegacia e registre a ocorrência.
3º passo: relatar o máximo de detalhes para a polícia.
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