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Alerta de ‘misantropia’ foi enviado após invasão ao sistema da Defesa Civil
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A Polícia Federal foi acionada para investigar o ocorrido e o sistema só deve voltar após reforço de segurança; alertas teriam começado pelo Paraná
O disparo do falso “alerta misantropia” que assustou moradores de diversos estados brasileiros na madrugada deste sábado (20) atingiu milhões de pessoas, segundo o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff. O caso é investigado pela Polícia Federal após a confirmação de uma invasão ao sistema oficial de alertas da Defesa Civil.
Entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado, usuários receberam notificações acompanhadas do som característico dos alertas de emergência. As mensagens continham termos como “misantropia” e até referências a uma suposta “invasão alienígena”, causando confusão e grande repercussão nas redes sociais.
De acordo com Wolff, ao menos dez mensagens falsas foram enviadas durante a invasão. Nove delas utilizaram o sistema Cell Broadcast, adotado nacionalmente em 2025, enquanto uma foi disparada pelo antigo sistema de SMS, que deixou de ser utilizado oficialmente no ano passado.
Segundo o secretário, as investigações buscam identificar se a ação foi realizada por uma única pessoa ou por um grupo organizado. A Polícia Federal atua em conjunto com equipes técnicas da Defesa Civil para rastrear a origem do ataque.
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Wolff afirmou que o primeiro alerta falso teve origem no Paraná, mas ressaltou que novas mensagens continuaram sendo enviadas mesmo após medidas emergenciais para bloquear o acesso indevido ao sistema. Ainda não há confirmação sobre o local exato de onde partiram os disparos.
Após identificar a invasão, a Defesa Civil Nacional desativou a plataforma Defesa Civil Alerta por volta da 1h30 da madrugada. Segundo o órgão, o sistema permanecerá fora do ar até que as verificações de segurança sejam concluídas. Em nota, a Defesa Civil informou que o acesso ocorreu sem autorização e que há indícios de um ataque cibernético.
Durante entrevista coletiva, Wolnei Wolff reconheceu a preocupação gerada pelo episódio, mas afirmou que a equipe técnica já vinha trabalhando para reforçar a segurança da plataforma.
Segundo ele, ataques contra sistemas públicos não são inéditos e o caso servirá para aprimorar os mecanismos de proteção da ferramenta, que é utilizada para alertar a população sobre desastres naturais e outras situações de risco.
A expectativa é que o sistema seja reativado somente após a conclusão das análises técnicas e a adoção de novas medidas de segurança.
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