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Segurança
Investigado mencionou massacre em escola de Suzano (SP), em 2019, quando sete estudantes foram mortos: “O retorno após sete anos, desta vez em Ponta Grossa”
Um jovem, de 19 anos, é investigado após ameaçar um massacre em duas escolas na cidade de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Na manhã desta sexta-feira (12), a Polícia Civil do Paraná cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do rapaz que seria o autor do perfil com as ameaças. Durante as diligências, a mãe do suspeito acabou presa, pois tinha um mandado de prisão em aberto.
Conforme o delegado Fernando Henrique Ribeiro Vieira, titular da Delegacia do Adolescente de Ponta Grossa, as ameaças foram divulgadas por meio de redes sociais, utilizando-se de perfil falso e mencionando nominalmente dois estabelecimentos de ensino do município, circunstância que gerou intenso temor e preocupação entre alunos, familiares, professores e toda a comunidade escolar.
As duas escolas alvo do jovem possuem ligação com o suspeito. A primeira instituição é onde o rapaz estudou recentemente e possui grande conhecimento sobre acessos. Já a segunda escola, é onde um familiar do jovem estuda.
Assim que os fatos chegaram ao conhecimento da Polícia Civil, foram iniciadas diligências investigativas especializadas, incluindo medidas telemáticas. A partir da análise dos elementos obtidos durante a investigação, foi possível identificar o principal suspeito de ser o responsável pelas postagens ameaçadoras.
Durante o cumprimento da ordem judicial, foi apreendida uma porção de cocaína na residência do investigado, o qual afirmou ser o proprietário da substância. Ainda durante as diligências, os policiais civis constataram que a mãe do investigado possuía mandado de prisão em aberto pelo crime de tráfico de drogas. Diante da ordem judicial vigente, ela recebeu voz de prisão e foi encaminhada à Cadeia Pública Hildebrando de Souza para cumprimento do mandado.
“Toda e qualquer ameaça envolvendo instituições de ensino é tratada com absoluta seriedade pela Polícia Civil. Não podemos presumir que uma ameaça seja falsa antes da devida apuração, especialmente diante do temor e da insegurança que esse tipo de conduta provoca em toda a comunidade escolar. Neste caso, as investigações permitiram esclarecer os fatos e, até o momento, não foi identificado qualquer risco concreto para as escolas da cidade, circunstância que deve tranquilizar alunos, familiares, professores e toda a população”, declarou o delegado.
Ainda conforme informações da PCPR, o suspeito utilizou elementos com referência ao massacre da cidade de Suzano. Em março de 2019, uma dupla de ex-alunos invadiu a Escola Estadual Raul Brasil e matou sete estudantes, além de ferir outros nove.
O perfil criado pelo jovem de Ponta Grossa mencionava o sobrenome de um dos autores do massacre em Suzano. Além disso, uma mensagem publicada nos stories indicava a inspiração.
“Aguardem notícias em breve o retorno após 7 anos desta vez em Ponta Grossa PR”, publicou o suspeito.
As investigações realizadas até o momento não identificaram qualquer elemento que indique a efetiva preparação ou planejamento concreto de um ataque contra instituições de ensino, tampouco qualquer risco atual às comunidades escolares do município. Ainda assim, diante da gravidade das ameaças e do impacto causado, o investigado responderá pelo crime de ameaça, por meio de Termo Circunstanciado, sem prejuízo da continuidade das investigações e da eventual identificação de outros delitos a partir da análise dos elementos já reunidos e daqueles que ainda venham a ser produzidos.
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