Assassinatos em série

Arquiteto ‘pai de família’ confessa ter assassinado 8 mulheres

Rex Heuermann admitiu o assassinato de oito mulheres e deve pegar prisão perpétua sem condicional nos Estados Unidos

assassino
Foto: Reprodução

O caso que chocou o mundo e inspirou produções da Netflix teve um desfecho impactante nesta quarta-feira (8). Rex A. Heuermann, um arquiteto de 62 anos que levava uma vida aparentemente comum em Long Island, declarou-se culpado por uma série de assassinatos brutais conhecidos como os crimes de Gilgo Beach.

Durante 17 anos, Heuermann conseguiu esconder uma rotina de crimes bárbaros enquanto mantinha a fachada de um profissional bem-sucedido e pai suburbano. Ele vivia em Massapequa Park, a poucos minutos de onde os restos mortais de suas vítimas foram encontrados.

A vida dupla do assassino de Long Island

No tribunal lotado de familiares e jornalistas, o criminoso mostrou-se direto e sem emoção. Ele confessou ter estrangulado todas as oito vítimas e admitiu que desmembrou algumas delas antes de descartar os corpos na região costeira.

Muitas das vítimas eram jovens mães que trabalhavam como profissionais do sexo para sustentar seus filhos. A advogada das famílias, Gloria Allred, destacou que o réu não se importava com os sonhos ou com o amor que essas mulheres recebiam de seus entes queridos.

A investigação, que atormentou a polícia por décadas, foi solucionada com o auxílio de tecnologia de ponta. Uma pista crucial foi o DNA coletado de uma crosta de pizza descartada pelo arquiteto, que o ligou definitivamente aos crimes.

Justiça e condenação perpétua

Heuermann confessou três acusações de homicídio em primeiro grau e quatro de homicídio doloso. Embora não tenha sido formalmente acusado pela morte de Karen Vergata, ocorrida em 1996, ele também admitiu ser o autor do crime durante o depoimento.

A sentença oficial será proferida em junho, e a pena será de prisão perpétua, sem qualquer possibilidade de liberdade condicional. Para as famílias das vítimas, a confissão encerra um ciclo de angústia e busca por respostas que durou anos.

“Estou aliviada que isso tenha acabado. Tirou um grande peso de estresse de mim e da minha família”, afirmou Elizabeth Baczkiel, mãe de Jessica Taylor, uma das mulheres assassinadas pelo arquiteto.

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