VIOLÊNCIA
Justiça com as próprias mãos
Kyle Bevan, condenado por matar a enteada de 2 anos, foi encontrado morto após ataque brutal de detentos
O corpo de um assassino de crianças foi encontrado morto em sua cela com 25 ferimentos de faca. Kyle Bevan, de 33 anos, cumpria pena de prisão perpétua pelo assassinato de uma menina de dois anos em 2020.
O crime aconteceu dentro da prisão HMP Wakefield, no Reino Unido. Bevan havia sido condenado a uma pena mínima de 28 anos de reclusão após um ataque “deliberado e muito violento” contra a pequena Lola James, em West Wales.
De acordo com o Ministério Público, o corpo de Bevan foi localizado em novembro do ano passado, mas os detalhes do caso surgiram agora, com o início do julgamento de três detentos acusados de cometer o assassinato dentro da prissãol.
Imagens de câmeras de segurança mostram Bevan entrando em sua cela, seguido por Mark Fellows, Lee Newell e David Taylor. O trio saiu do local apenas 4 minutos e 39 segundos depois, com um comportamento descrito como de “missão cumprida”.
O promotor do caso, Jason Pitter KC, afirmou que Bevan foi colocado em sua cama após o ataque e só foi descoberto na manhã seguinte. O detento sangrou até a morte devido a golpes que atingiram o coração, a aorta e a veia jugular.
Uma arma improvisada, feita a partir de uma peça de metal de um aparelho de televisão, foi encontrada com o sangue da vítima. Além das facadas, o corpo apresentava lesões causadas por outro objeto pontiagudo não identificado.
Durante o julgamento no Tribunal de Leeds, foi revelado que a prisão de Wakefield possui uma política de “portas abertas”. Isso permite que presos considerados vulneráveis convivam livremente com os detentos comuns da ala.
Cerca de 77% dos internos da unidade eram classificados como vulneráveis na época do crime. O Ministério Público destacou que essa mistura de perfis criminais contribuiu para uma situação de extrema tensão entre os grupos de prisioneiros.
Os três acusados negam o crime, e o julgamento deve continuar nas próximas semanas para determinar a responsabilidade de cada um na morte do assassino confesso. A segurança interna da prisão também está sob questionamento.
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