Tragédia
Absurdo
A jovem precisou passar a senha do aparelho para alteração de plano, e ao receber de volta, descobriu que uma foto íntima tinha sido compartilhada direto de sua galeria; PM também achou imagens de outras mulheres no aparelho
A jovem Eduarda Kruger, de 20 anos, utilizou as redes sociais para expor e alertar sobre um crime cometido dentro de uma operadora de telefonia, no município de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Um funcionário do estabelecimento aproveitou o acesso ao celular de Eduarda para invadir sua galeria e transferir uma foto íntima dela para o próprio aparelho.
O episódio ocorreu quando a jovem procurou a unidade para efetuar a troca de seu plano de dados, e durante o procedimento no balcão, o atendente informou que precisava da senha de desbloqueio do smartphone para acessar e configurar o aplicativo da empresa. Confiando que a solicitação fazia parte do protocolo padrão, Eduarda forneceu as credenciais e aguardou.
O crime foi descoberto minutos depois, assim que Eduarda pegou o aparelho de volta, se despediu e entrou em seu carro no estacionamento. Ao olhar para a tela do celular, ela notou que uma notificação de transferência de arquivos via AirDrop, ferramenta de compartilhamento sem fio exclusiva do sistema iOS, ainda estava ativa na tela, confirmando o envio recente de um arquivo.
Ao investigar o histórico, a jovem percebeu que o homem havia entrado na pasta de “itens ocultos” de sua galeria pessoal, selecionado uma foto íntima e enviado o arquivo diretamente para o celular dele enquanto fingia atualizar o sistema da operadora.
“Quando eu vi eu entrei em estado de choque. Liguei para o meu pai desesperada, liguei para minha irmã e liguei para o meu amigo policial também. Ele me aconselhou a ligar no 190 e fazer essa denúncia. Eu liguei no 190”, relata Eduarda em suas redes sociais.
Uma viatura da Polícia Militar foi deslocada até a loja da operadora, e diante das autoridades, o celular do funcionário foi revistado e o arquivo de Eduarda foi localizado na lixeira do aparelho. Contudo, a maior surpresa veio em seguida, pois ao investigarem as pastas ocultas do telefone do suspeito, os policiais e a vítima descobriram dezenas de fotografias íntimas de outras mulheres armazenadas, indicando que o homem utilizava o cargo para fazer outras vítimas de forma recorrente.
A jovem apagou definitivamente os seus arquivos de mídia do telefone do agressor antes que as imagens fossem compartilhadas na internet e, em seguida, registrou o Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil.
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