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Seis anos depois, réu acusado de matar e estuprar bailarina deve ir a júri popular no Paraná; relembre o caso

Maria da Glória Poltronieri Borges, de 25 anos, foi estrangulada e morta em uma área rural de Mandaguari, no Paraná, em 2020

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Flávio Campana, reú acusado de matar e estuprar a bailarina Maria da Glória Poltronieri Borges, deve ir a júri popular ainda neste semestre de 2026. (Fotos: Reprodução/Rede Massa)

Flávio Campana, reú acusado de matar e estuprar a bailarina Maria da Glória Poltronieri Borges, deve ir a júri popular ainda neste semestre de 2026. O crime aconteceu em janeiro de 2020. Na época, Magó, como era conhecida, tinha 25 anos e foi assassinada em uma área rural de Mandaguari, no norte do Paraná.

Maria Poltronieri: bailarina foi morta em cachoeira

No dia 25 de janeiro de 2020, a mãe da bailarina Maria Poltronieri a levou em uma chácara, na área rural de Mandaguari. Informações apontam que ela estaria em um retiro espiritual e sozinha. Ele foi a uma cachoeira perto do local, sozinha, e os familiares perderam contato com a bailarina. Imediatamente, eles acionaram as autoridades policiais.

No mesmo dia, o corpo de Magó foi encontrado próximo à cachoeira. Ela foi encontrada com marcas de estrangulamento e arranhões pelo corpo. Mais tarde, o Instituto Médico Legal de Maringá confirmou a causa da morte: asfixia. Além disso, o IML apontou que ela foi estuprada e que tentou lutar contra o agressor.

Agressor foi preso um mês depois, mas aguarda o julgamento desde então

Um mês depois da morte da bailarina, Flavio Campana foi preso pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). Ele foi encontrado em Apucarana e negou o crime. No entanto, à época, o delegado responsável pelo caso afirmo que não existia dúvidas sobre a participação dele no crime.

“Não há dúvida nenhuma sobre a participação desse homem na morte de Maria Glória, o exame deu 100% compatível com os materiais genéticos encontrados no corpo e na calcinha da vítima. Desde o início ele nega o crime. Pela manhã, na delegacia, ele continuou negando, não aceitou o resultado do exame. Mas temos fotos que comprovam que ele e outro homem estiveram lá no mesmo dia e horário que a vítima”, afirmou o delegado de Homicídio de Maringá, Diego Almeida.

Flávio Campana, de 41 anos, já foi condenado por estupro em 1998 e tem várias passagens na polícia por agressão a mulheres.

Seis anos depois, a família ainda aguarda justiça e advogado crê na condenação do réu

À Rede Massa, o advogado da família explicou a demora para do julgamento. Segundo ele, a defesa do réu utilizou vários recursos durante o processo, inclusive para que Flavio fosse solto, mas, segundo o advogado, todos foram recusados pela justiça.

“Esperamos agora que a sociedade se manifeste através dos jurados”, disse o advogado.

O julgamento de Flavio Campana deve acontecer ainda neste semestre. O Júri Popular é composto por um juiz e sete cidadãos comuns que são sorteados.

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