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Bebê de um mês estava em uma UTI Neonatal quando sofreu uma parada cardíaca; funcionária do IML identificou sinais vitais quando foi retirar criança do hospital
Um bebê, de um mês, foi readmitido em uma UTI Neonatal duas horas após ser declarado morto em um hospital no interior de São Paulo. O pequeno Noah Gabriel da Cruz Santos teve a constatação do óbito pela Santa Casa de Rio Claro, entretanto, quando uma funcionária do IML chegou na instituição para os procedimentos legais, identificou sinais vitais e acionou a equipe do hospital.
Conforme informações da Santa Casa, o pequeno Noah estava internado na UTI Neonatal enquanto aguardava liberação de uma vaga no Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da USP, conhecido como Centrinho, em Bauru, para continuar um tratamento. O bebê nasceu prematuro e com uma fenda palatina.
Durante o internamento na Santa Casa, na última quarta-feira (15), exatamente quando completou um mês de vida, Noah sofreu uma parada cardiorrespiratória. A equipe médica tentou reanimar o bebê por aproximadamente 45 minutos, porém, constatou o óbito.
Após a família ser comunicada sobre o falecimento, os responsáveis deram sequência aos procedimentos legais e assim que uma funcionária do IML chegou para retirar Noah, percebeu que o bebê tinha sinais vitais. Prontamente a mulher comunicou a direção do hospital e o recém-nascido foi readmitido na UTI.
Dois dias após a ocorrência, na sexta-feira (17), Noah conseguiu uma vaga no Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da USP e foi transferido.
A Santa Casa emitiu uma nota sobre a ocorrência em que destaca os protocolos realizados na unidade. Confira o texto na íntegra:
“No dia 15 de junho de 2026, logo após o nascimento, o paciente N.G.C.S. deu entrada na UTI Neonatal da Santa Casa de Rio Claro com questões clínicas que exigiam uma cirurgia em unidade hospitalar especializada, fora do município de Rio Claro. A partir daí, passou a receber atendimento na UTI Neonatal enquanto aguardava a transferência cirúrgica.
No dia 15 de julho de 2026, N.G.C.S apresentou uma piora clínica, evoluindo para uma parada cardiorrespiratória. Imediatamente, foram iniciadas todas as manobras de reanimação cardiopulmonar, conduzidas por aproximadamente 45 minutos, em estrita conformidade com os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Apesar de todos os esforços da equipe, o paciente evoluiu a óbito no final da tarde.
É importante destacar que a Santa Casa de Rio Claro dispõe de uma UTI Neonatal amplamente equipada e de uma equipe altamente capacitada, incluindo a médica responsável pela reanimação, que possui 14 anos de atuação em Neonatologia.
Após a constatação do óbito, N.G.C.S permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal por aproximadamente uma hora, para trâmites legais e acolhimento aos pais. Em seguida, conforme protocolo institucional, foi encaminhado a outro setor, para o aguardo de retirada do corpo pela instituição definida pela família.
Cerca de duas horas após a constatação do óbito, o responsável indicado pela família percebeu a presença de sinais vitais e imediatamente acionou a equipe hospitalar.
N.G.C.S foi prontamente reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e recebeu todos os cuidados intensivos necessários. Na manhã do dia 17 de julho, com a disponibilização da vaga que já aguardava previamente para continuidade do tratamento, N.G.C.S foi transferido para o hospital de referência.
A Santa Casa de Rio Claro e todo o corpo clínico da UTI Neonatal declaram ter vivenciado um dos episódios mais inexplicáveis de sua história centenária. Todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos, não havendo qualquer falha assistencial ou procedimento que pudesse ser revisto diante das evidências existentes naquele momento. O protocolo brasileiro para constatação de óbito é reconhecido por seu elevado rigor e segurança.
Diante disso, a instituição respeita todas as manifestações e interpretações sobre o caso. Para muitos, inclusive entre profissionais e familiares, o que ocorreu é compreendido como um verdadeiro milagre. A Santa Casa reafirma seu compromisso com a ciência, a ética e a transparência, ao mesmo tempo em que reconhece que este foi um acontecimento extraordinário que marcou profundamente todos os que participaram desse momento”, diz a nota.
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