Investigação

Bebê morre após suposta superdosagem de remédio em hospital

“Ele foi lá só para tomar um remédio para alergia e voltou no carro do IML”, desabafou o avô da criança; entenda o caso

Bebê de 45 dias morreu após receber dosagem acima da prescrita em hospital de Camboriú (SC), que é investigado pela Secretaria de Saúde.
O Samu foi acionado para realizar a transferência da criança ao hospital especializado em Itajaí, onde foi confirmado o óbito (Fotos: Reprodução/Adobe Stock e Divulgação/Luciano Antunes)

A morte de um bebê de apenas 45 dias está sob investigação no Litoral Norte de Santa Catarina. A criança faleceu após ser atendida no Hospital Cirúrgico Camboriú (HCC), na noite de quarta-feira (12), e transferida posteriormente para o Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Camboriú, registros do prontuário médico confirmam que o bebê recebeu uma dosagem de medicamento superior à quantidade efetivamente prescrita. A pasta, no entanto, ressalta que ainda não há conclusão técnica relacionando a superdosagem ao óbito do bebê.

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Relato da família e atendimento inicial

A família da criança relata que o bebê foi levado ao hospital para tratar uma reação alérgica decorrente da ingestão de fórmula infantil. Segundo os familiares, teriam sido administradas duas doses de dexametasona e adrenalina em quantidades adequadas para adultos.

“Ele foi lá só para tomar um remédio para alergia e voltou no carro do IML”, desabafou o avô.

Conforme nota oficial da Secretaria de Saúde de Camboriú divulgada nesta quinta-feira (13), o bebê já chegou à unidade com alterações clínicas, apresentando saturação de oxigênio em 78%. Durante a assistência, ocorreu a intercorrência com a medicação. Após o agravamento do quadro e a adoção de medidas de suporte, o Samu foi acionado para realizar a transferência da criança ao hospital especializado em Itajaí, onde foi confirmado o óbito.

Investigação e providências administrativas

O município notificou em caráter de urgência a Associação Hospitalar do Brasil (AHBR), entidade gestora responsável pela administração do HCC, exigindo esclarecimentos sobre o atendimento, incluindo:

  • A cronologia completa dos fatos;
  • A identificação dos profissionais e equipes envolvidas;
  • Os protocolos de segurança e condutas adotadas.

A pasta determinou ainda a preservação integral de todos os documentos e prontuários médicos. Medidas administrativas, contratuais ou assistenciais poderão ser adotadas ao término da análise técnica. O Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí, informou que não se manifestará sobre o caso em cumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

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