CRIME
Filho agride homem após flagrar mãe de 84 anos sendo estuprada
VIOLÊNCIA
A criança também teria sido sufocada com uma toalha para impedir que os vizinhos ouvissem os choros
Um bebê de 1 ano teria sido submetido a uma sequência de agressões físicas e psicológicas durante pelo menos quatro meses em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, a investigação revelou episódios de enforcamento, sufocamento, privação de sono e outras formas de violência atribuídas à mãe da criança, de 20 anos, e ao padrasto, de 33 anos.
Os dois foram presos preventivamente na segunda-feira (31), por suspeita de tortura e tentativa de homicídio qualificado contra menor de 14 anos. Após a audiência de custódia, realizada na terça-feira (1º), o casal permaneceu à disposição da Justiça. O processo tramita em segredo de Justiça.
Entre os episódios apontados na investigação estão agressões com uma colher de pau, além de períodos em que o bebê teria sido mantido nu e trancado no banheiro. A polícia também apura o uso de um medicamento de tarja preta para fazê-lo dormir e a realização de caminhadas forçadas durante a madrugada.
Outro método descrito pelos investigadores envolve a submersão da cabeça da criança em uma bacia com água quente, repetida a cada cinco minutos. Segundo a apuração, gelo teria sido aplicado frequentemente sobre o corpo para tentar esconder marcas das agressões.
A criança também teria sido sufocada com uma toalha para impedir que os vizinhos ouvissem os choros. Os investigadores ainda apontam episódios de enforcamento e privação de sono.
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No dia 19 de junho, o bebê sofreu um traumatismo craniano grave e extensas hemorragias retinianas. O quadro evoluiu para uma parada cardiorrespiratória e a criança foi levada ao hospital.
Depois de cerca de um mês de internação, o menino recebeu alta e passou a ficar sob os cuidados do pai. Inicialmente, segundo a Polícia Civil, a mãe e o padrasto teriam afirmado que a criança havia caído da cama.
Durante a investigação, os policiais apreenderam aparelhos celulares dos suspeitos e encontraram mensagens que, segundo a polícia, indicariam episódios de violência contra o bebê.
Também foram apreendidos uma arma de choque, uma algema, uma arma falsa e outros objetos que passaram a integrar a investigação.
A defesa da mãe e do padrasto informou que não teve acesso aos laudos que fundamentaram os pedidos de prisão e afirmou que pretende demonstrar no processo a realidade do que ocorreu.
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