Investigação

Mulher encontrada morta com pés amarrados transportava 1 kg de cocaína no estômago

Dayana Guzman Ancieta foi localizada com as pernas amarradas e envolta em um cobertor; Polícia investiga a causa da morte e o destino da droga

Boliviana encontrada morta com 1kg de cocaina no estômago
Segundo a Polícia Civil, a mulher era boliviana e tem uma irmã em São Paulo (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de São Paulo identificou a mulher que foi encontrada morta na última sexta-feira (10) em uma calçada de Ferraz de Vasconcelos, Região Metropolitana de São Paulo. Trata-se da cidadã boliviana Dayana Guzman Ancieta, de aproximadamente 40 anos. O caso ficou ainda mais dramático após os exames periciais constatarem que a vítima atuava como “mula” do tráfico internacional, transportando cerca de 1 kg de cocaína em cápsulas dentro do próprio estômago.

O corpo de Dayana havia sido abandonado em condições cruéis. Ela estava com as pernas amarradas e envolta em um cobertor grosso, jogada entre duas caçambas de entulho em um terreno baldio.

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Cenário do crime e localização do corpo

A localização do cadáver mobilizou as forças de segurança locais na semana passada. Agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Ferraz de Vasconcelos patrulhavam a Rua Manoel Sebastião, no bairro Chácaras Reunidas Guaió, quando avistaram o volume suspeito na calçada. A principal linha de investigação indica que o corpo foi ‘desovado’ no local durante a madrugada, aproveitando o baixo movimento e a falta de iluminação da via pública.

Os profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados para prestar socorro, mas puderam apenas atestar o óbito da mulher, que estava vestida e sem sinais externos óbvios de perfurações.

Investigação foca na rota do tráfico

A Polícia Científica realizou uma varredura na cena do crime em busca de impressões digitais, pegadas ou fios de cabelo que ajudem a identificar o veículo ou os suspeitos que transportaram o corpo. O caso foi repassado ao Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi das Cruzes, que assumiu a condução do inquérito.

Até o momento, a polícia apurou que Dayana possui uma irmã que reside na cidade de São Paulo, que deve ser ouvida nos próximos dias para esclarecer se sabia da viagem ou das atividades da vítima. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) deve apontar nos próximos dias se a causa da morte foi decorrente de uma overdose causada pelo rompimento de uma das cápsulas no sistema digestivo ou se ela foi assassinada antes por asfixia ou agressão.

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