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Grupo com 10 bombeiros atuou na Venezuela após terremotos causarem destruição no país; dois cães de busca também participaram da operação e receberam reconhecimento
O grupo com 10 bombeiros paranaenses e dois cães de busca, que esteve na Venezuela para ajudar as vítimas de fortes terremotos, recebeu uma homenagem no Palácio Iguaçu, nesta segunda-feira (13). Os profissionais foram recepcionados pelo governador Ratinho Jr e receberam a Medalha de Honra Presidente Carlos Cavalcanti de Albuquerque, maior honraria do Corpo de Bombeiros.
“Vocês salvaram muitas vidas e representaram com muita honra e com muito orgulho o povo do Paraná. Representar aquilo que é o nosso Corpo de Bombeiros, uma instituição séria, correta, de homens preparados, corajosos, acima de tudo, e que estão à disposição naquele momento mais difícil da sociedade, quando acontece, que é impagável o que vocês fazem no dia a dia”, destacou o governador Ratinho Jr.
O grupo paranaense integrou a BRA-01, equipe brasileira especializada em Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), formada pelos Corpos de Bombeiros Militares do Paraná, São Paulo e Minas Gerais e em processo de certificação internacional junto ao Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (INSARAG), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU). A missão brasileira foi coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).
Na cerimônia, realizada na sede do governo estadual, os 10 bombeiros receberam homenagens de outras lideranças das forças de segurança. Os profissionais compartilharam detalhes da operação, que aconteceu na região de Vargas e resultou em 90 intervenções e localizou 23 vítimas em óbito.
“O nosso Corpo de Bombeiros é um orgulho do Paraná. Vocês foram para a Venezuela porque queriam ajudar quem precisava, e isso diz muito sobre quem vocês são. Obrigado por representarem tão bem o nosso Estado.”
O grupo de bombeiros do Paraná desembarcou no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na madrugada de sábado (11). Os profissionais passaram 15 dias na Venezuela e auxiliaram nas buscas por vítimas após dois terremotos causarem destruição no país.

Na Venezuela, os militares realizaram reconhecimento técnico de estruturas, escoramento preventivo, buscas em edificações colapsadas e operações com equipamentos especializados e cães de busca. As cadelas Meghan e Arya atuaram em sistema de revezamento com os demais cães da equipe brasileira, seguindo protocolos internacionais de busca e resgate.
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