Crime premeditado

Brasileira é condenada à prisão perpétua na Itália por planejar assassinato do marido

Justiça italiana concluiu que morte de empresário foi forjada para desviar herança milionária

Brasileira Adilma Pereira foi condenada à prisão perpétua na Itália, por planejar a morte do marido pela herança milionária.
A condenação ocorreu em primeira instância e a defesa da brasileira já anunciou que vai recorrer (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A brasileira Adilma Pereira Carneiro, de 51 anos, foi condenada à prisão perpétua na Itália após a Justiça concluir que ela planejou o assassinato do próprio marido, o italiano Fabio Ravasio. O crime aconteceu em agosto de 2024 na cidade de Parabiago, nos arredores de Milão, e foi inicialmente tratado pelas autoridades como um atropelamento comum com fuga do motorista.

Quase dois anos após o episódio, as investigações comprovaram que o acidente foi premeditado. De acordo com a sentença do Tribunal de Busto Arsizio, divulgada nesta sexta-feira (4), Adilma liderou um esquema criminoso com outros cúmplices para ficar com a herança da vítima, estimada em 3 milhões de euros (cerca de R$ 18 milhões).

Como funcionava o plano para matar o italiano

Segundo os autos do processo, Adilma organizou reuniões estratégicas para dividir as funções de cada envolvido na emboscada. Em depoimentos às autoridades locais, os próprios comparsas apontaram a brasileira como a mentora do assassinato.

O grupo se reunia com frequência em um bar onde o ex-companheiro de Adilma trabalhava para alinhar os detalhes da execução na ciclovia em que Ravasio costumava pedalar. O filho da acusada, Igor Benedito, confessou que dirigia o automóvel usado para atingir a vítima e confirmou a liderança da mãe em todo o planejamento.

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Penas aplicadas a cada integrante

Além de Adilma, outros sete réus foram condenados por participação direta e indireta na morte do empresário:

  • Marcello Trifone (estava no banco do passageiro no momento do impacto) e Fabio Lavezzo (deu o sinal visual para indicar a aproximação da vítima): prisão perpétua;
  • Massimo Ferretti (ex-companheiro de Adilma que ajudou a planejar o ataque): 24 anos de prisão;
  • Igor Benedito (filho da brasileira e motorista do veículo): 23 anos de prisão;
  • Mohammed Dhaibi (responsável por travar o trânsito da via para facilitar a colisão): 22 anos de prisão;
  • Mirko Piazza (coordenador das comunicações e rádios durante a ação): 14 anos e quatro meses de prisão;
  • Fabio Oliva (mecânico que reparou o veículo após o crime): 14 anos de prisão.

Defesa contesta condenação

O advogado italiano Mattia Fontanesi, responsável pela defesa da brasileira, afirmou ao TiciNotizie que entrará com recurso de apelação assim que a íntegra da sentença for publicada.

A defesa sustenta que Adilma nega veementemente as acusações e que a condenação em grau máximo causou surpresa, prometendo apresentar novos elementos na segunda instância.

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