Segurança

Criança autista é morta com golpes de madeira após briga por som alto

Após o crime, o suspeito colocou a criança em um saco de lixo preto e carregou a vítima na rua

Brenner Antony da Silva
O menino morreu após ser agredido com golpes de ripa de madeira na cabeça. (Foto: PM/Divulgação)

A morte de Brenner Antony da Silva, de 4 anos, mobiliza a investigação da polícia em Frutal, no Triângulo Mineiro. A criança morreu após ser agredida dentro de casa durante uma invasão registrada na noite de domingo (10).

Segundo informações da Polícia Militar de Minas Gerais, o suspeito invadiu o imóvel armado com uma faca e uma ripa de madeira. Durante a ação, a mãe do menino, de 32 anos, foi agredida, amarrada e levada para os fundos da residência enquanto o homem tentava roubar uma televisão.

Polícia aponta vingança por som alto em morte de menino

Em depoimento, a mulher relatou que chegou a oferecer dinheiro via Pix para que o invasor deixasse o local sem atacar a criança. Conforme a polícia, durante a invasão, o menino, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), entrou em crise de agitação.

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Foi neste momento que, de acordo com a investigação, o suspeito passou a atingir a vítima com golpes de madeira na cabeça. Após as agressões, o homem colocou a criança dentro de um saco plástico preto e deixou o corpo a cerca de 150 metros da casa, em outra rua do bairro Progresso.

Brenner Antony da Silva foi socorrido em estado grave, com traumatismo craniano, e encaminhado ao Hospital Frei Gabriel, mas não resistiu aos ferimentos.

Suspeito confessa morte de criança após invasão

O suspeito, de 23 anos, foi preso em flagrante. Segundo a Polícia Militar, ele resistiu à abordagem e precisou ser contido com técnicas de defesa pessoal e uso de gás de pimenta.

Ainda conforme a corporação, o homem confessou o crime e afirmou ter agido “por vingança”, alegando antigos desentendimentos com a mãe da criança relacionados a reclamações sobre som alto, da época em que ambos eram vizinhos.

A mãe do menino também precisou de atendimento médico após as agressões sofridas durante a invasão. À polícia, ela afirmou não ter qualquer vínculo com o suspeito.

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