Surpreendente

Campanha contra feminicídio produzida no Paraná viraliza; assista

Publicação já conta com mais de 140 mil curtidas.

campanha contra feminicídio
Reprodução/Prefeitura de Toledo

Uma campanha contra o crime de feminicídio lançada pela Prefeitura de Toledo, no oeste do estado, tem dado o que falar nas redes sociais. O vídeo, com um pouco mais de um minuto, já conta com mais de 140 mil curtidas.

Campanha contra feminicídio provoca reflexão na internet

O vídeo abandona os números frios das estatísticas através de uma dinâmica de perguntas e respostas que colocam os homens da cidade diante de uma escolha difícil.

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Na produção, eles são convidados inicialmente a citar dez mulheres importantes em suas vidas. Nomes de mães, filhas, esposas e irmãs surgem naturalmente.

O tom do vídeo muda drasticamente quando o entrevistador faz uma segunda pergunta: “Dessas dez, escolha três para sofrerem algum tipo de violência”. Assista a produção abaixo:

Números se transformam em reflexão

A reação dos participantes é silêncio, choque e, em muitos casos, lágrimas. A recusa em escolher é unânime, mas a campanha contra o feminicídio cumpre seu papel ao apresentar a dura realidade estatística.

Três em cada dez mulheres sofreram algum tipo de violência no último ano. A campanha traz o dado para o campo do afeto, forçando o público masculino a entender que as vítimas não são apenas números, mas mulheres que também são os amores de alguém.

O silêncio também mata

Além de personificar as vítimas, a campanha contra o feminicídio de Toledo traz um alerta crucial sobre a omissão. Segundo os dados apresentados pela campanha, 93% das agressões acontecem na presença de outras pessoas.

A mensagem final é direta, não há espaço para a neutralidade. Seja como vítima ou como testemunha, a orientação é romper o silêncio e utilizar os canais oficiais de proteção.

O vídeo encerra com um apelo à ação coletiva, lembrando que a denúncia é o primeiro passo para salvar vidas.

Como denunciar e buscar ajuda

A prefeitura reforça que a rede de proteção está ativa e disponível para acolhimento e registro de ocorrências.

  • Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180 (nacional e anônimo).
  • Emergências: Ligue 190 (Polícia Militar) em casos de flagrante ou ameaça imediata.
  • Locais de Apoio: Procure o CREAS ou a Delegacia da Mulher mais próxima.

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