Segurança

Carla Zambelli vira ré por perseguição com arma em São Paulo

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Foto: Reprodução/Redes sociais

O Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a uma maioria de votos nesta sexta-feira (18) para que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) se torne ré em um processo que a acusa de cometer crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e de constrangimento ilegal com o uso de arma.

Os ministros que votaram pela abertura da ação penal são Gilmar Mendes (relator), Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.

As acusações contra a parlamentar surgiram após um incidente ocorrido em 29 de outubro do ano passado, véspera do segundo turno das eleições, quando Zambelli sacou uma arma e apontou para um homem em meio a uma discussão em São Paulo.

O julgamento no STF teve início no dia 11 e vai prosseguir até o dia 21 de agosto em formato virtual, onde os ministros apresentam seus votos ao longo de um período determinado. Até o final do julgamento, eles ainda podem alterar seus votos ou solicitar mais tempo para análise.

Carla Zambelli vira ré por episódio com arma na véspera da eleição

Zambelli foi denunciada em janeiro pela vice-procuradora-geral Lindôra Araújo. Além das acusações, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pede que a deputada pague R$ 100 mil por danos coletivos e tenha seu porte de arma permanentemente revogado.

A pena para o porte ilegal de arma pode variar de dois a quatro anos de prisão, mais pagamento de multa. Já a pena para o constrangimento ilegal varia de três meses a um ano, com a possibilidade de aumento devido ao uso de arma.

O caso envolveu Zambelli sacando uma pistola 9mm e perseguindo um homem após uma discussão no bairro dos Jardins, em São Paulo. A acusação argumenta que o uso da arma em espaço público colocou a coletividade em risco, e que a ação não era justificada diante da ausência de perigo real.

O advogado de Zambelli, Daniel Bialski, destacou que a deputada agiu dentro do exercício regular de seu direito, uma vez que possuía registro e porte de arma e havia recebido ameaças de morte anteriormente.

O processo continua em andamento, com o Supremo avaliando as acusações e os argumentos de ambas as partes.