Segurança
Pastor é preso suspeito de estuprar a filha da namorada
crimes em série
O Ministério Público pediu para que os nomes dos suspeitos entrem na lista da Interpol; segundo a investigação, eles cometiam o crime usando “brincadeiras” e dinheiro
Um casal de pastores é investigado pelo suposto crime de estupro de vulnerável contra pelo menos seis adolescentes, em Boa Vista, Roraima, na igreja onde lideravam. Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kamyla Moraes de Souza, de 24, estão foragidos há mais de um mês.
Nesta semana, o Ministério Público de Roraima (MPRR) pediu a inclusão do nome dos pastores na lista da Interpol. A medida possibilitaria que os suspeitos fossem presos mesmo em outro país.
Até o momento, a investigação mostra que os pastores cometeram estupro de vulnerável contra pelo menos seis adolescentes. O caso veio à tona em abril, quando o responsável de uma menor procurou a polícia para denunciar o crime.
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Conforme a investigação prosseguiu, outras vítimas foram ouvidas. Seis foram identificadas e formalmente adicionadas ao processo. Outras cinco relataram situações parecidas, mas preferiram não prestar depoimento oficial.
A investigação mostra que o casal de pastores utilizava da posição espiritual para se aproximar das vítimas e cometer os crimes.
De acordo com o relato de uma das vítimas, o primeiro abuso aconteceu no aniversário de 12 anos. O pastor apareceu na sua casa com um presente e a convidou para ir até a casa dele. No caminho, o homem desviou o trajeto para uma rua isolada e convidou a menina para uma “brincadeira”.
Neste momento, o pastor sugeriu que eles mostram as cores de suas roupas íntimas. A adolescente ficou com medo e obedeceu. Essa foi a primeira violência de muitas vividas pela vítima.
Outra vítima foi obrigada a asssistir cenas de sexo entre os pastores. O homem teria tirado a blusa da vítima e se tocado na frente dela. Depois do crime, enviou um Pix para a adolescente.
Até o momento, a polícia não conseguiu encontrar os suspeitos. Wenderson é acusado de estupro de vulnerável, importunação sexual, favorecimento da exploração sexual de criança ou adolescente, registro não autorizado de intimidade sexual, fraude processual e falsidade ideológica. Arielly é investigada por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual.
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