Segurança
Três pessoas da mesma família morrem em engavetamento
SUSPEITO PRESO!
Menina Giovanna dos Reis Costa foi morta em 2006 em Quatro Barras e, duas décadas depois, polícia prende suspeito do crime.
A Polícia Civil do Paraná prendeu um homem de 55 anos, suspeito de assassinar a menina Giovanna dos Reis Costa. O crime, que chocou o estado em 2006, ocorreu em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, e permaneceu sem solução definitiva por quase duas décadas.
O suspeito foi localizado e detido em Londrina, no Norte do Paraná. De acordo com as autoridades, a reabertura do caso foi motivada pelo surgimento de novas provas periciais que apontam diretamente para a autoria do crime.
O homem vai responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável.
O crime aconteceu em abril de 2006, na véspera da Semana Santa. Giovanna dos Reis Costa, que tinha apenas 9 anos, desapareceu e foi encontrada morta dois dias depois em um matagal.
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O cenário encontrado pela polícia era macabro: o corpo da criança estava nu, com as mãos amarradas, dentro de um saco de lixo. Na época, a crueldade do crime gerou grande comoção e pressão popular por justiça.
Um ano depois do crime, a Polícia Civil apontou que o crime teria sido cometido por um grupo de ciganos em um suposto ritual de magia negra.
Na denúncia feita pelo Ministério Público, com base no inquérito policial, a menina foi sacrificada pelo grupo liderado por uma cartomante. A ideia seria colher o sangue de uma criança que seria usado em ritual, conforme a Gazeta do Povo noticiou na época do caso.
Em 2012, três pessoas acusadas de matar a criança em Quatro Barras foram absolvidos em um julgamento que durou mais de três dias.
A defesa dos réus apontou falhas na investigação policial e a falta de provas consistentes contra os três acusados.
Quase 20 anos depois, a tecnologia forense e novos depoimentos permitiram que a Polícia Civil identificasse este novo suspeito.
A PCPR convocou uma coletiva de imprensa para esta quinta-feira (19) para dar mais detalhes de como chegou ao homem preso em Londrina e quais provas sustentam esta nova fase do processo. O nome do preso pela morte de Giovanna Reis ainda é mantido sob sigilo oficial.