colisão
Carro na contramão causa acidente e interdita BR-376, no Paraná
92 anos de prisão
Jaminus Quedaros de Aquino foi a júri popular, pelo assassinato de Suellen Rodrigues. Ele já tinha sido condenado a 35 anos por torturar os filhos
O Tribunal do Júri de Curitiba condenou Jaminus Quedaros de Aquino, de 59 anos, a 57 anos e um mês de prisão pelo assassinato da ex-mulher, Suellen Helena Rodrigues, de 29 anos. A sentença em regime fechado foi anunciada na madrugada desta quinta-feira (15), após três dias de julgamento na capital paranaense.
O crime ocorreu em 31 de outubro de 2022, em frente à escola municipal onde os filhos do casal estudavam, no bairro Uberaba. Mesmo com uma medida protetiva de urgência em vigor, a mulher foi emboscada e assassinada a tiros na calçada, na presença das crianças pequenas, sem chance de defesa.
Durante o julgamento, os jurados acataram integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). O réu foi considerado culpado por homicídio qualificado com as agravantes de feminicídio, motivo torpe, meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Com essa nova sentença, Jaminus acumula 92 anos de prisão. Em 2025, ele já havia recebido uma condenação de 35 anos de prisão por torturar os filhos entre os anos de 2017 e 2022. Os relatos das agressões incluíam espancamentos com cintos e castigos severos, como manter as crianças trancadas em cadeirinhas no escuro. Na época, a Justiça determinou a perda do poder familiar, indenização aos menores e, posteriormente, a sua exclusão dos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
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Suellen havia se mudado de Prudentópolis para Curitiba cerca de 15 dias antes da tragédia, em uma tentativa de se afastar das ameaças e fugir do ex-companheiro. No dia do assassinato, as crianças compareciam ao primeiro dia de aula na nova escola.
Para cometer o crime sem levantar suspeitas, o réu adquiriu um carro três dias antes. Câmeras de segurança flagraram o momento em que ele estacionou próximo a escola, desceu do veículo, abordou a Suellen e disparou repetidas vezes. Segundo a acusação, o primeiro tiro quase atingiu uma das crianças, mas Suellen tentou desviar a trajetória da arma antes de cair sem vida no local.
Preso preventivamente desde a época da execução, Jaminus permanecia até então sob custódia na carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV). Com o término do júri e a confirmação da pena em regime fechado, ele será transferido para uma penitenciária do sistema prisional do estado para dar início ao cumprimento da condenação.
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