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Médica encontrada morta com família enviou mensagem à amiga no domingo

A informação é um dos pontos analisados pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), que tenta estabelecer os últimos movimentos da família e o provável horário das mortes

Claudia Hitomi Shimada Furuyama
Claudia Hitomi Shimada atuava como pediatra em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Araucária (Foto: Reprodução/Redes sociais/Sergio Junior/Rede Massa)

A médica Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 58 anos, uma das três integrantes da família encontrada morta em um apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba, enviou uma mensagem a uma amiga no fim do dia de domingo (23), após receber uma encomenda. A informação é um dos pontos analisados pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), que tenta estabelecer os últimos movimentos da família e o provável horário das mortes.

Segundo o delegado Ivo Viana, responsável pela investigação, a mensagem foi encaminhada depois que a amiga enviou uma encomenda para ela. A polícia agora pretende ouvir familiares, colegas de trabalho e amigos para descobrir se Claudia ou as outras vítimas tiveram algum contato ou movimentação após aquele momento.

Também serão analisados registros de entrada e saída de pessoas e veículos do condomínio. Com essas informações, os investigadores esperam conseguir estabelecer uma linha do tempo e estimar quando as mortes aconteceram.

Polícia investiga situação financeira da família

Além da mensagem enviada por Claudia, a Polícia Civil apura a situação financeira da família. O delegado confirmou que dois apartamentos ligados aos familiares foram levados a leilão. Um deles era o próprio imóvel onde Claudia Hitomi Shimada Furuyama, o marido, Marcos Alberto Furuyama, de 57 anos, e o filho, Rafael Furuyama, de 21, foram encontrados mortos.

De acordo com informações da Rede Massa | SBT, duas empresas ligadas à família também teriam declarado falência. As informações sobre dívidas e imóveis estão sendo analisadas pelos investigadores para verificar se existe alguma relação com as mortes.

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Até o momento, no entanto, a polícia não confirmou que os problemas financeiros tenham sido a motivação do crime. Segundo Ivo Viana, a situação do imóvel será investigada juntamente com os demais elementos encontrados no decorrer da apuração.

Família foi encontrada após latidos de cachorro

Os três corpos foram encontrados na tarde de terça-feira (25), dentro do apartamento localizado no 9º andar de um condomínio na Rua Guilherme Pugsley, no Água Verde. A família não era vista pelos vizinhos havia alguns dias, e os latidos constantes do cachorro chamaram a atenção dos moradores.

O síndico e um conselheiro do condomínio tentaram entrar em contato com a família, mas ninguém respondeu à porta. Como os carros dos moradores permaneciam na garagem, os responsáveis pelo condomínio acionaram um chaveiro para abrir o apartamento.

Após a entrada no imóvel, os três corpos foram encontrados em dois quartos. O apartamento estava organizado e não havia vestígios de sangue nos demais cômodos.

As vítimas apresentavam ferimentos provocados por golpes de faca. Duas armas brancas, uma faca e um punhal, foram recolhidas pela polícia.

Polícia não descarta participação de uma quarta pessoa

A investigação trabalha com diferentes hipóteses para explicar a dinâmica das mortes. A porta do apartamento estava fechada e não apresentava sinais de arrombamento, enquanto a chave estava do lado de dentro.

Segundo o delegado, não há relatos de vizinhos que tenham ouvido brigas ou de uma pessoa estranha entrando no imóvel. Por isso, a participação de uma quarta pessoa é considerada uma possibilidade remota, mas ainda não foi totalmente descartada.

A Polícia Civil aguarda os resultados dos exames periciais e pretende ouvir familiares, amigos e moradores do condomínio para esclarecer o caso da família encontrada morta.

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