INVESTIGAÇÃO

Veja tudo o que se sabe sobre a morte das primas no Paraná

Stella Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes foram encontradas mortas nesta sexta-feira; o suspeito pelo crime foi morto

Primas foram encontradas mortas
Stella Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes desapareceram em abril (Foto: Reprodução/Rede Massa)

Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido como “Dog Dog” ou “Sagaz”, foi morto durante uma operação da Polícia Civil nesta sexta-feira (21), em Mandaguari, no Norte do Paraná. Ele era apontado como principal suspeito do assassinato das primas Stella Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, desaparecidas em abril.

Na mesma operação, um homem apontado como possível comparsa de Clayton foi preso em Umuarama. Segundo a polícia, o suspeito forneceu informações que ajudaram os investigadores a localizar os corpos das duas jovens, encontrados em uma área rural de Paraíso do Norte.

Primas desapareceram após saírem para uma festa

Stella e Letycia deixaram suas casas, em Jussara e Cianorte, respectivamente, na noite de 20 de abril. As duas disseram à família que iriam a uma festa na região de Maringá e poderiam seguir posteriormente para Porto Rico.

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Segundo as investigações, elas entraram em uma caminhonete conduzida por Clayton, que teria utilizado o nome falso de “Davi” para se aproximar das jovens. O trio foi registrado por câmeras e, durante a madrugada de 21 de abril, apareceu em uma casa noturna de Paranavaí.

Último contato das primas ocorreu na madrugada

A última movimentação das primas nas redes sociais ocorreu por volta das 3h17. Depois disso, elas não fizeram mais contatos com familiares nem registraram novas atividades nos celulares.

O desaparecimento foi registrado oficialmente em 23 de abril. A partir de então, a Polícia Civil passou a analisar imagens de câmeras, rastrear celulares e ouvir testemunhas.

Suspeito passou a ser investigado por homicídio

Durante as diligências, a polícia descobriu que Clayton teria retornado sozinho para Cianorte nos dias seguintes ao desaparecimento. A caminhonete utilizada no trajeto foi posteriormente abandonada e, conforme a investigação, teria placas clonadas.

Clayton Antonio da Silva Cruz fugiu de motocicleta e permaneceu foragido. Ele também tinha um extenso histórico criminal e era procurado por outros crimes, segundo a Polícia Civil.

Em 29 de abril, a Justiça decretou a prisão temporária do suspeito. A investigação passou a considerar o homicídio como principal hipótese para o desaparecimento das jovens.

Corpos foram encontrados após prisão de comparsa

A localização dos corpos das primas ocorreu nesta sexta-feira (21), durante uma operação realizada simultaneamente em Mandaguari e Umuarama. Enquanto as equipes procuravam Clayton, policiais prenderam um possível comparsa na segunda cidade.

De acordo com a investigação, o homem detido indicou aos policiais o local onde Stella e Letycia haviam sido enterradas. Os corpos foram encontrados em uma área rural de Paraíso do Norte, após aproximadamente quatro meses de buscas.

Suspeito morreu durante confronto

Clayton foi localizado em Mandaguari por equipes especializadas da Polícia Civil, incluindo o Grupo TIGRE e policiais do DENARC. Durante a abordagem, houve uma troca de tiros, e o suspeito foi baleado e morreu no local.

A operação teve origem em uma investigação sobre um assalto ocorrido em agosto, em uma propriedade rural de São João do Ivaí. Segundo a polícia, o grupo teria roubado cerca de R$ 400 mil em bens e utilizado veículos roubados e placas adulteradas durante a ação. As imagens de segurança ajudaram os investigadores a identificar Clayton como um dos envolvidos.

De acordo com a investigação, a motivação do crime teria sido um desentendimento em Clayton e as primas. O desentendimento entre as primas e Cleitinho teria começado ainda dentro da boate e continuado depois que os três entraram no carro. A discussão, que inicialmente envolvia xingamentos e ameaças, teria evoluído para agressões e terminou com os disparos que mataram as jovens.

Desentendimento se intensificou dentro do carro

Conforme o relato do delegado, a briga teria se intensificado após uma discussão envolvendo o interesse de Cleitinho por uma das primas. Durante o confronto verbal, o suspeito teria mandado as jovens descerem do veículo e, em seguida, sacado uma arma.

Uma das vítimas teria desafiado o suspeito, dizendo que ele não teria coragem de atirar. Na sequência, segundo a polícia, Cleitinho efetuou um disparo contra o rosto da jovem que estava no banco traseiro.

A investigação também considera que questões financeiras podem ter contribuído para o início do desentendimento. A ordem em que as duas primas foram mortas, no entanto, ainda não foi determinada e deverá ser esclarecida pelos exames periciais.

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