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animais em risco
A Clinicão presta serviços para o Centro de Referência para Animais em Risco (CRAR) da Prefeitura de Ponta Grossa, nos Campos Gerais
Na manhã desta sexta-feira (17), a Justiça determinou a suspensão do contrato entre a Clinicão, clínica de animais, e a Prefeitura de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O juiz Gilberto Romero Perioto entendeu que há indícios suficientes de maus-tratos para suspender o contrato de R$22 milhões. A clínica presta serviços para o Centro de Referência para Animais em Risco (CRAR).
Desde o início de 2026, o CRAR de Ponta Grossa repassou os serviços para uma empresa terceirizada, a Clinicão. No entanto, ainda no início do serviço, protetores independentes denunciaram irregularidades nos atendimentos aos animais. As denúncias citaram indícios de maus-tratos, falhas em procedimentos e animais soltos depois de serem resgatados.
O caso teve grande repercussão na região. A Rede Massa, inclusive, conversou com a clínica acusada, que alegou regularidade nos serviços. No entanto, a Justiça entendeu que há indícios suficientes e suspendeu os serviços.
De acordo com a decisão, a clínica tem um prazo de 10 dias para adequar e concluir os serviços já em execução, sem que realize novos procedimentos cirúrgicos. Caso a clínica não cumpra os prazos e ordens fixados pela Justiça, ela pagará multa.
A Prefeitura de Ponta Grossa, por outro lado, tem 10 dias para dizer à Justiça de qual outra forma irá continuar os serviços de proteção aos animais. A cidade pode prestar o serviço de forma direta, abrir uma nova licitação e encontrar uma clínica diferente para dar seguimento ao cuidado com os animais ou voltar o modelo de credenciamento de clínicas.
A Prefeitura e a Clinicão disseram à Rede Massa que ainda não foram notificados da decisão. O espaço segue aberto para outros posicionamentos.
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