Segurança
Comissão de Saúde visita UPA de Curitiba após denúncia de que médicos não recebem desde março
A Comissão de Saúde, Bem-Estar Social e Esporte visitou, na manhã desta sexta-feira (6), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro CIC. O motivo foi uma carta lida na sessão plenária de quarta-feira (4), pelo vereador Professor Euler (PSD), com a reclamação de que médicos terceirizados, que atendem na unidade, estariam com a remuneração atrasada desde o mês de março.
Em reunião da comissão, também na quarta, os integrantes decidiram visitar a UPA e conversar com os envolvidos para entender a situação. Agora, a intenção do colegiado é intermediar uma negociação junto à Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba.
De acordo com a carta lida em plenário, os repasses do município são feitos à Organização Social Instituto Nacional de Ciência da Saúde (INCS), que subcontratou a empresa Atmed para o fornecimento de mão de obra, da qual os médicos fazem parte do quadro societário e por lá recebem os honorários.
A Atmed argumenta que houve um aumento dos preços dos insumos utilizados nas unidades de saúde, como medicamentos e oxigênio, sendo que o Instituto acabou priorizando o pagamento de outros fornecedores, em detrimento dos médicos contratados.
Conforme o diretor técnico da UPA CIC, Anthony Carmona, apesar dos atrasos, os médicos seguem atendendo e cumprindo as funções, sem prejuízos à população.
Representante da empresa contratada para prestar o serviço médico, a Atmed, Caio Ferrairo Jorge afirmou que é necessário um ajuste dos valores contratuais, tendo em vista que o montante repassado às Organizações Sociais continua o mesmo há cinco anos.
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba informou que “os repasses financeiros previstos em Contrato de Gestão formalizado com o INCS estão rigorosamente em dia. O INCS é responsável pelo gerenciamento da UPA CIC e pelo pagamento aos profissionais de saúde que compõem a equipe de atendimento”, conclui.
Para a presidente da Comissão de Saúde, vereadora Noemia Rocha (MDB), parece haver uma falta diálogo entre as partes e o colegiado precisa entender melhor o processo. O membro da comissão, João da 5 Irmãos afirmou que o Legislativo deverá intermediar uma negociação com a SMS para resolver o problema e evitar prejuízos no atendimento à população.
Informações da CMC