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tribunal de justiça
Lucas Mateus teve pena inicial de 16 anos
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) decidiu reduzir a pena de Lucas Mateus da Cunha, condenado pelo assassinato do servidor do Hemepar, de Ronieverson Pedrozo Lopes, de 36 anos.
O crime, ocorrido em agosto de 2023 no bairro Cajuru, em Curitiba, gerou grande comoção pela brutalidade do assassinato do servidor do Hemepar.
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Ronieverson Pedrozo Lopes foi morto a marteladas durante um encontro íntimo e teve o corpo ocultado dentro de uma mala em Piraquara, na Região Metropolitana.
Em primeira instância, Lucas havia sido condenado a 16 anos de reclusão e seis meses de detenção. No entanto, após recurso, a 1ª Câmara Criminal do TJPR revisou a dosimetria da pena, fixando a nova condenação em 13 anos de reclusão e seis meses de detenção em regime inicial fechado.
A redução da pena pelo assassinato do servidor do Hemepar ocorreu porque os desembargadores reconheceram um “excesso na valoração de circunstâncias judiciais” na sentença original.
O Tribunal optou por afastar valorações negativas sobre a culpabilidade e as circunstâncias do crime, fixando a pena-base do homicídio no mínimo legal.
Além de acolher o recurso da defesa, o TJPR rejeitou integralmente o pedido do Ministério Público, que buscava aumentar a pena.
Os magistrados entenderam que não houve comprovação técnica de periculosidade social extraordinária do réu, nem elementos objetivos que sustentassem a tese de que o crime teria sido motivado por homofobia.
O advogado responsável pelo caso afirmou que a decisão do Tribunal representa uma aplicação rigorosa dos critérios do Código Penal e da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo ele, condutas posteriores ao crime, como a limpeza da cena ou a ocultação do cadáver, não podem ser usadas para agravar a pena principal sem fundamentação técnica.
Ronieverson Pedrozo Lopes desapareceu em 17 de agosto de 2023. As investigações levaram a Lucas Mateus, que acabou colaborando com a Polícia Civil para indicar o local onde havia enterrado o corpo da vítima, dentro de uma mala, em uma área de mata em Piraquara. Lucas permanece preso cumprindo a sentença agora reformada.
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