Segurança

Cardiologistas falam sobre novos tratamentos em congresso em Curitiba

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Foto: Divulgação Hospital INC

Especialistas falaram sobre novos tratamento durante a 49ª edição do Congresso Paranaense de Cardiologia, que ocorreu no último fim de semana, em Curitiba, e promovido pela Sociedade Paranaense de Cardiologia (SPC).

O coração controla a circulação sanguínea graças à atuação das válvulas que permitem que o sangue caminhe apenas em uma direção nos vasos sanguíneos.

Doenças das válvulas cardíacas comprometem a eficiência da circulação e afetam a musculatura do coração, comprometendo a qualidade e tempo de vida dos pacientes.

Por isso, a válvula mitral tem ganhado bastante atenção nos últimos anos, sobretudo porque doenças relativamente frequentes estão relacionadas com seu mau funcionamento.

Por exemplo, a insuficiência mitral ocorre quando a válvula não fecha adequadamente, leva ao refluxo inapropriado de sangue para vasos dos pulmões, gerando sintomas como cansaço e falta de ar.

Além disso, sabe-se que cerca de 2% da população adulta tem um defeito primário na válvula mitral e até 20% dos pacientes com insuficiência cardíaca (causada por outras doenças) podem ter também o comprometimento secundário da válvula.

Especialista fala sobre tratamentos de cardiologia menos invasivos

Ambas as condições levam à progressão dos sintomas e à redução da expectativa de vida. “Até pouco tempo atrás, só poderiam ser tratadas apenas com medicações ou com cirurgias convencionais que, às vezes, representavam um risco muito elevado e imediato em pacientes com idade avançada”, explicou o cardiologista intervencionista do Hospital INC, Wilton Gomes.

No evento, o especialista abordou os tratamentos minimamente invasivos, através de cateteres, que estão sendo desenvolvidos, nos últimos anos, sendo o mais conhecido o reparo da válvula com o dispositivo MitraClip.

“É um procedimento relativamente novo, não está amplamente difundido e nem disponível em todos os hospitais. Por isso a importância de se discutir o assunto, divulgar as informações e alertar os médicos sobre este tema”. Segundo o cardiologista, esse tratamento precisa ser feito em um laboratório de hemodinâmica, dura cerca de duas horas e requer internação hospitalar.

O paciente recebe uma punção na virilha para introduzir o cateter com o dispositivo MitraClip, que atua como um clipe, reparando o local de vazamento, guiado por ecocardiografia.