Mistério resolvido

Corpos de mergulhadores desaparecidos são encontrados em caverna a 60 metros de profundidade

Grupo de pesquisadores estava desaparecido desde a última quinta-feira; acidente é considerado o pior da história do país

mergulhadores encontrados em caverna
Foto: Reprodução

Os corpos de quatro mergulhadores italianos que estavam desaparecidos desde a última semana foram encontrados em uma caverna nas Maldivas. As autoridades confirmaram que as vítimas estavam a 60 metros de profundidade no Atol de Vaavu.

A localização foi feita por uma equipe conjunta de mergulhadores altamente treinados da Finlândia e das Maldivas. O grupo havia desaparecido na manhã de quinta-feira (14), após entrarem na água e não retornarem à superfície.

Uma quinta vítima, o instrutor e gerente de operações Gianluca Benedetti, já havia sido localizada logo após o acidente. Ele foi o primeiro integrante do grupo a ter o corpo recuperado pelas equipes de resgate.

Resgate em condições extremas

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Itália, os corpos dos mergulhadores foram encontrados na terceira seção da caverna, a parte mais distante da entrada. Devido à complexidade do local, novas incursões serão necessárias para retirar as vítimas.

O governo das Maldivas informou que a operação de recuperação será dividida em etapas. Dois corpos devem ser retirados nesta terça-feira, enquanto os outros dois serão resgatados no dia seguinte, dependendo das condições marítimas.

A tragédia também vitimou um socorrista local. Um mergulhador das Maldivas morreu no último sábado enquanto realizava buscas intensas para tentar localizar o grupo de estrangeiros desaparecido.

Pior acidente de mergulho do país

As autoridades acreditam que este seja o pior acidente de mergulho já registrado no arquipélago, que é um destino turístico mundialmente famoso. Na data do desaparecimento, o clima estava severo e um alerta amarelo havia sido emitido.

Entre as vítimas estavam a professora Monica Montefalcone e a pesquisadora Muriel Oddenino, da Universidade de Gênova. Elas estavam no país para estudar os impactos das mudanças climáticas na biodiversidade local.

Também faziam parte do grupo Giorgia Sommacal, filha da professora Monica, e o recém-graduado Federico Gualtieri. Embora tivessem permissão para estudar corais, o plano de mergulho original não mencionava a exploração da caverna onde foram encontrados.

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