Resgate em Caracas

Criança de 3 anos é resgatada com vida após passar 6 dias sob escombros na Venezuela

Resgate foi realizado por uma força-tarefa da Jordânia; o número oficial de mortos na tragédia já passa de 1.700

Equipes de resgate da Jordânia salvando criança de 3 anos dos escombros
O governo venezuelano registrou 5.034 feridos e 15.866 desalojados em balanço provisório (Foto: Reprodução/Redes sociais/Diretoria de Segurança Pública da Jordânia)

Em meio ao cenário de devastação na Venezuela, uma história de sobrevivência trouxe uma luz de esperança para as equipes de busca internacionais que atuam no país. Nesta terça-feira (30), uma criança de três anos foi resgatada viva dos escombros de um edifício residencial em Caracas, capital venezuelana. O salvamento ocorreu seis dias após os terremotos que abalaram a Venezuela na última semana.

O resgate foi conduzido com sucesso por uma equipe de especialistas da Jordânia, que viajou à América do Sul para integrar a equipe de ajuda humanitária global. Segundo a Diretoria de Segurança Pública (DSP) da Jordânia, os socorristas enfrentaram uma jornada exaustiva e ininterrupta de várias horas em um espaço confinado, cavando túneis em meio a toneladas de concreto retorcido para alcançar o local onde a criança estava presa.

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Uso de tecnologia térmica e precisão cirúrgica

Para garantir o sucesso da missão sem causar novos desabamentos, os técnicos jordanianos utilizaram equipamentos de ponta. A equipe monitorou os sinais vitais e a localização exata do menor através de sensores de imagem térmica, enquanto perfurava as estruturas.

Um vídeo divulgado pelas autoridades mostra os agentes de segurança utilizando ferramentas industriais pesadas, como esmerilhadeiras e câmeras acopladas a tablets, para inspecionar as fendas mais estreitas.

“A equipe trabalhou ininterruptamente por horas para remover os escombros utilizando equipamentos especializados de última geração, enquanto monitorava os sinais vitais da criança por meio de dispositivos térmicos, até conseguir alcançá-la e retirá-la com total profissionalismo, sem causar qualquer dano”, informou o órgão jordaniano em comunicado.

Balanço da tragédia sobe para 1.700 mortos

Os números da catástrofe continuam a subir. Em pronunciamento, a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou que o número de óbitos subiu para 1.719 vítimas fatais. O total de feridos graves resgatados saltou para 5.034, enquanto mais de 22 mil pessoas já passaram por atendimentos de emergência em prontos-socorros devido a escoriações ou traumas.

A dimensão do desastre natural, provocado por tremores de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter, redesenhou a geografia da costa leste venezuelana:

  • Desaparecidos e desalojados: O balanço do governo aponta quase 16 mil desalojados, mas agências humanitárias temem o pior. A Organização Internacional para as Migrações (OIM), vinculada à ONU, projeta que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas sob os prédios que colapsaram;
  • Caos na infraestrutura: O epicentro da crise continua concentrado no estado costeiro de La Guaira e arredores de Caracas. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, principal terminal aéreo do país, segue totalmente interditado devido a rachaduras na pista de pouso. Por outro lado, o aeroporto da cidade de Valencia foi reaberto nesta terça para receber suprimentos;
  • Impacto humano: Pelas estimativas preliminares da ONU, o desastre pode ter afetado diretamente a rotina de mais de 6 milhões de pessoas no território venezuelano.

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