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De acordo com o relato da vítima, ela teria sido forçada a se casar sob ameaças a seus familiares e foi ferida para um suposto ritual
Um homem de 47 anos, identificado como Daniel Ouellet, foi preso acusado de manter uma mulher em cárcere, obrigá-la a se casar contra a própria vontade e afirmar que os dois estavam sendo perseguidos por um culto satânico. O caso aconteceu em New Hampshire, nos Estados Unidos.
O homem foi localizado pela polícia no início de junho em um restaurante da rede Olive Garden, após a mãe da vítima rastrear o celular da filha até o estacionamento do local e acionar as autoridades.
Segundo documentos judiciais, policiais encontraram a mulher com queimaduras de cigarro na perna. Durante a abordagem, também localizaram no carro do suspeito uma Bíblia Satânica, um moletom e uma bolsa.
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Em depoimento à polícia, a vítima afirmou que Daniel Ouellet a obrigou a se casar poucos dias antes e a impedia de usar o celular. Ela também relatou que o homem ameaçava machucar seus familiares caso tentasse deixá-lo.
Ainda conforme o relato, na sexta-feira o suspeito a forçou a dirigir enquanto mantinha uma arma apontada para ela. Durante o trajeto, ele dizia que um culto religioso os perseguia.
A mulher contou ainda que, na manhã de sábado, enquanto estavam na cidade de Kittery, Ouellet segurou seu pulso e fez um corte em sua mão, alegando que o ato fazia parte de um ritual satânico.
Na audiência realizada na segunda-feira, Daniel Ouellet negou todas as acusações. Segundo ele, obrigar alguém a se casar seria contrário às suas convicções religiosas.
“Se você conversar com qualquer pessoa que me conheça, verá que não sou um homem de personalidade forte. Acredito totalmente no livre-arbítrio e nunca fui agressivo com ela da maneira descrita”, declarou.
Apesar da negativa, a Justiça determinou que o suspeito permaneça preso preventivamente. A mulher recebeu uma ordem de proteção, e a polícia informou que novas acusações podem ser apresentadas durante o andamento da investigação.
De acordo com as autoridades, Ouellet já possui antecedentes criminais, incluindo registros por violência doméstica e direção sob efeito de álcool.
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