Segurança
Defesa e acusação acompanham reconstituição de morte em posto da RMC
Os advogados de defesa e acusação que trabalham no caso da morte de Cassiano Pissaia acompanharam a reconstituição do caso, realizada na tarde desta quinta-feira (17) no posto de combustíveis onde o crime foi cometido. A vítima foi espancada no pátio do estabelecimento no dia 7 de fevereiro e chegou a ser socorrida com vida, mas morreu no hospital no dia seguinte. O suspeito do crime responde ao processo em liberdade e também acompanhou a reconstituição.
Caio Percival, que defende o suspeito e fez o pedido da reconstituição às autoridades, diz que o procedimento deixou “evidente que foi uma briga que infelizmente saiu do controle”. “Não tínhamos condições de aferir por meio das imagens, que foram picoteadas, de saber como esse entrevero começou”, garante. “Essa elucidação dos fatos que foi hoje levada pelo fio da memória de todas as testemunhas, certamente vai contribuir para que a verdade venha a emergir do fundo do processo”, complementa.
Ele ressalta também que houve uma divergência entre ele e o delegado responsável pela investigação do caso, Fábio Machado. “Houve uma divergência de interpretação com relação àquilo que o Henrique [suspeito] disse, e por isso a defesa impugnou a reprodução simulada dos fatos e a participação do Henrique, fazendo cessar de forma prematura a participação dele nesse ato policial”, comenta.
O delegado também comentou o caso e disse que “em um determinado ponto, o advogado entendeu que não era mais pra continuar com a reconstituição sendo feita pelo investigado”. Ele também reforça que “embora não acrescentasse mais nada à nossa investigação, atendemos ao pedido da defesa”, referindo-se à reconstituição do crime a pedido dos defensores.
Machado também explica que o suspeito pode ser indiciado por homicídio ou lesão corporal seguida de morte, mas que “tudo vai depender da análise dos laudos periciais, dos depoimentos, de tudo que foi coletado no inquérito, e essa é uma análise que a gente faz ao final do inquérito”.
Para Miguel Setim, da acusação, a simulação do crime “contribuiu para definir o fato que ocorreu aqui. As imagens por si só são suficientes, mas algum detalhe a mais que foi colocado aqui está tudo de acordo com o que foi esclarecido nos depoimentos”. “O que a gente quer é que a justiça seja feita, porque o Cassiano era uma pessoa muito querida na cidade, de família tradicional, e confiamos plenamente nas autoridades para a finalização do inquérito.
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