LUTO
Influenciadora na cadeia
Operação Vérnix mirou em outras cinco pessoas, incluindo Marcola, líder da facção
A influenciadora Deolane Bezerra foi presa, na manhã desta quinta-feira (21), em uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que mira na engrenagem financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC). Deolane é acusada de receber dinheiro da facção criminosa através de uma empresa de transportes ligada ao grupo.
A chamada “Operação Vérnix” contou com seis mandados de prisão preventiva. Além de Deolane, a ação também mirou em Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC e preso desde 1999; Alejandro Camacho, irmão de Marcola; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha do criminoso; Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, também sobrinho; e Everton de Souza, conhecido como “Player”, suspeito de ser operador financeiro da facção.
A operação também cumpriu outras medidas judiciais, como o bloqueio de R$ 357,5 milhões, quatro imóveis e 39 veículos, avaliados em mais de R$ 8 milhões.
As apurações começaram em 2019, após a apreensão de bilhetes com presidiários da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no inteiror de São Paulo. O conteúdo revelou ordens internas do PCC, com menções a ataques à servidores públicos e ligações a uma transportadora de cargas da cidade.
A investigação culminou na Operação Lado a Lado, em 2021, que detectou movimentações financeiras suspeitas e crescimento sem lastro na empresa. Na época, foi apreendido o celular de Ciro Cesar, apontado como operador do esquema.
Foi a partir do material encontrado no aparelho que as investigações chegaram a Deolane Bezerra. Entre os achados, estavam imagens que confirmavam depósitos financeiros na conta da influenciadora.
Ao todo, Deolane recebeu R$ 1.067.505 em depósitos, divididos em quantias a baixo de R$ 10 mil. As investigações também apontam outros depósitos realizados para empresas ligadas à influenciadora, que somam R$ 716 mil.
Nas redes sociais, Daniele Bezerra, irmã de Deolane, declarou que a prisão nasceu “cercada de ilações, narrativas e perseguições que se repetem há tempos”. “Acusar é fácil. Difícil é provar”, escreveu.
Daniele defende que a irmã não deve ser tratada como culpada antes do julgamento, e que o processo não deve ser usado como instrumento de marketing ou vingança.
Confira o texto na íntegra:
