Desastre

Vídeo registra segundos antes de deslizamento entre Nepal e China atingir pessoas

Vídeos mostram pedestres tentando escapar antes de onda de lama e detritos engolir tudo

Deslizamento na fronteira entre Nepal e China deixa mais de 50 mortos e centenas de desaparecidos. Veja detalhes da tragédia.
Entre os desaparecidos estão cerca de 579 viajantes, sendo 466 estrangeiros e 61 nepaleses (Foto: Reprodução/SBT News)

Um deslizamento de grandes proporções na fronteira entre o Nepal e o Tibete (China) provocou um rastro de destruição e deixou ao menos 95 mortos e centenas de desaparecidos nesta quarta-feira (26).

Câmeras de segurança flagraram o momento em que pedestres tentam fugir às pressas segundos antes de uma colossal massa de água, terra e detritos atingir a área portuária e turística de Gyirong, no lado tibetano, avançando em direção às comunidades nepalesas.

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Efeito em cadeia e destruição de vilas

A força da enxurrada de lama desceu pelos vales arrastando veículos, destruindo pontes, cobrindo edifícios inteiros e engolindo vilarejos ribeirinhos.

O deslizamento entre o Nepal e a China atingiu diretamente a infraestrutura local, rompendo o fornecimento de energia elétrica, bloqueando estradas de acesso e interrompendo as linhas de comunicação em toda a região fronteiriça. Trata-se do desastre natural mais letal registrado na região nos últimos dez anos.

Especialistas avaliam a hipótese de que a avalanche tenha provocado um represamento temporário no curso do rio Trishuli. Com a pressão acumulada, a barreira natural se rompeu, liberando uma onda massiva de sedimentos e água que devastou as áreas habitadas vale abaixo.

Imagem: Reprodução/SBT News

Causas sob investigação

A Agência Nacional de Desastres do Nepal confirmou a ocorrência de uma grande “avalanche de neve e rochas” no ponto mais elevado das cordilheiras.

Horas antes do deslizamento, um abalo sísmico foi registrado na região dos Himalaias, cadeia montanhosa que abriga oito dos 14 picos mais altos do planeta, incluindo o Monte Everest. Geólogos e autoridades locais trabalham para apurar se o terremoto serviu de gatilho para o desprendimento das encostas.

Equipes de busca e salvamento atuam em condições climáticas e geográficas extremas para localizar sobreviventes em meio aos escombros e à lama espessa.

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