Segurança
Dia de Finados: venda de flores é 13% superior a de 2021
Trabalhando com flores há mais de 40 anos, Seu Nelson está acostumado a passar o dia com a filha na estufa climatizada, onde preserva os ramalhetes. Sob os 8 °C da câmara fria, diz que o crisântemo é a flor mais vendida no Dia de Finados, e comemora o retorno das vendas, que enfim retornaram aos patamares pré-pandemia.
“Melhorou bastante; 2020 foi ruim, 2021 para cá melhorou um pouco, e desse ano para cá, melhorou. Esse ano está engrenando”, afirma o empresário Nelson Tada.
O setor de flores lucrou R$ 11 bilhões no ano passado e, este ano, já cresceu 13% em relação a 2021, segundo dados do Instituto Brasileiro de Floricultura.
“O mercado de flores está bem aquecido, porque a data de Finados é uma das mais importantes para o setor durante o ano. E, principalmente nos últimos 2 anos, os cemitérios estavam parcialmente ou totalmente fechados, então, as pessoas não podiam fazer a visitação e homenagear seus entes queridos”, explica o presidente do Instituto, Renato Ortiz.
No Dia de Finados, o que mais vende são vasos com flores que duram mais e evitam a proliferação do mosquito da dengue.
Na capital paulista, a expectativa era a de que, neste feriado, mais de 1,5 milhão de pessoas visitaram os cemitérios da cidade. Como o Damasceno, que pagou R$ 20 no vaso para homenagear os parentes. “Para minha família, meu pai, minha mãe, minhas irmãs”, ele conta.
Mas, um fator em especial tem preocupado quem vende flores: as manifestações de caminhoneiros em rodovias de todo o país. “Muitos caminhoneiros estão parados nas estradas, e como flores e plantas são perecíveis, elas podem acabar estragando. Também existe outro problema, que é o receio dos compradores de comprarem e não poderem viajar, então, isso fatalmente já derrubou o mercado”, acrescenta Renato Ortiz.
Informações SBT News