Segurança
Dona de rede de óticas do Paraná é condenada por estelionato
A dona de uma rede de óticas de Curitiba foi condenada a mais de 24 anos de prisão por golpes aplicados contra idosos. A decisão judicial atende à denúncia da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba, do Ministério Público do Paraná.
Além da proprietária, uma funcionária e um optometrista ligados à rede de óticas também foram condenados pela Justiça e receberam penas menores.
De acordo com o MPPR, os condenados usavam “uma rede de óticas localizada no Centro de Curitiba para realizar vendas fraudulentas e lesar diversos consumidores, preferencialmente idosos”.
Conforme a denúncia da Promotoria, as vítimas eram induzidas a comprar óculos e lentes feitos a partir de prescrições erradas feitas por optometristas parceiros. Além disso, o grupo teria feito cobranças não autorizadas nos cartões de débito e crédito das vítimas.
Dona de rede de óticas condenada a 24 anos de prisão
Segundo o MPPR, a investigação apontou que a rede de óticas contratava funcionários para abordar as vítimas no centro de Curitiba com a promessa de consultas oftalmológicas gratuitas ou mais baratas do que o normal.
A partir daí, as vítimas eram encaminhadas a uma pessoa sem habilitação profissional para fazer a prescrição das lentes. Com a receita em mãos, elas eram levadas até as óticas, onde eram vendidos óculos com lentes inadequadas para a correção dos problemas de visão, conforme apontou o MPPR.
A dona da rede de óticas foi condenada a 24 anos e um mês de prisão, em regime inicialmente fechado, além do pagamento de multa de R$ 11 mil. A Justiça considerou a empresária culpada pelos crimes de associação criminosa e estelionato.
Já uma funcionária da rede de óticas foi condenada pelos mesmos crimes, com pena de 6 anos e 7 meses de prisão em regime inicial semiaberto, além do pagamento de aproximadamente R$ 2,9 mil de multa.
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Por fim, o réu responsável pela realização dos exames de vista das vítimas foi condenado pelos crimes de associação criminosa, estelionato e exercício irregular de medicina, sendo fixada pena de 4 anos e 9 meses de prisão em regime inicial aberto, mais o pagamento de em torno de R$ 2,2 mil em multa.
Todos poderão recorrer da decisão em liberdade. O MPPR não divulgou o nome da rede de óticas e nem as identidades dos condenados.