Segurança
Empresa lamenta morte de trabalhador e aponta causas de deslizamento na RMC
A empresa Estre Ambiental, responsável pelo aterro sanitário de Fazenda Rio Grande onde João Luiz Kubis Sobrinho, de 41 anos, morreu soterrado, prestou esclarecimentos sobre o acidente. O corpo do trabalhador foi encontrado nesta segunda-feira (27).
Bombeiros resgatam corpo de trabalhador soterrado em aterro da RMC
João era um colaborador terceirizado e estava operando uma máquina quando foi soterrado. Em nota, a Estre manifestou soliedariedade, disse que está prestando assistência à família e amigos do profissional e que colabora com as investigações do caso.
A empresa informou que o local onde João estava trabalhando estava isolado “para obra de reforço estrutural, conduzida com o apoio de empresas contratadas” e que no momento do deslizamento não havia “qualquer operação de aterramento de resíduos na área no momento dessa ocorrência”.
O desmoronamento, segundo a empresa, pode ter três causas:
- Chuvas intensas e acima do padrão
- Acúmulo de gases pela contração e umidificação das coberturas das camadas superiores
- Afundamento por aumento de peso dos resíduos devido ao fluxo de água
A Estre ainda diz que todos os dispositivos de controle do aterro estavam funcionando dentro dos parâmetros recomendados pelos órgãos competentes.
Deslizamento
João Luiz Kubis Sobrinho, de 41 anos, morreu após um deslizamento na noite de sábado (25), enquanto trabalhava no aterro de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba.
O homem estava operando máquina quando foi soterrado por uma das camadas de compactação de lixo, que mede aproximadamente 50 metros. Por causa da dificuldade em acessar o local e pouca iluminação, os bombeiros só conseguiram entrar no aterro na madrugada de domingo (26).
O corpo do trabalhador foi encontrado na tarde desta segunda-feira (27).