INVESTIGAÇÃO

Mais de 25 meninas morrem em enchente e caso volta a ser investigado

As meninas estavam participando de um acampamento cristão

Enchente em acampamento
A tragédia aconteceu em 4 de julho de 2025 (Foto: Imagem Ilustrativa/Reprodução/Magnific)

Mais de 25 meninas morreram após uma enchente atingir um acampamento cristão no Texas, nos Estados Unidos, e, mais de um ano depois da tragédia, o caso passou a ser investigado criminalmente. A apuração pode levar a acusações de homicídio culposo ou negligente contra responsáveis pelo Camp Mystic.

A tragédia aconteceu em 4 de julho de 2025, quando o rio Guadalupe subiu rapidamente durante a madrugada e invadiu o acampamento. Ao todo, 25 campistas e duas monitoras adolescentes morreram. O proprietário do local, Richard Eastland, também foi uma das vítimas.

Mandados foram cumpridos

Como parte da investigação, autoridades conseguiram autorização judicial para acessar comunicações eletrônicas relacionadas aos proprietários do acampamento. O objetivo é buscar informações que possam ajudar a esclarecer se houve falhas na prevenção e na resposta à enchente.

Um investigador dos Texas Rangers apontou problemas na estrutura de segurança do Camp Mystic. Segundo ele, o local não teria treinamentos ou simulados adequados para situações de emergência e algumas cabanas tinham poucos adultos responsáveis pelas crianças.

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A investigação também apura a reação dos responsáveis aos alertas de inundação emitidos durante a madrugada. Conforme o depoimento, as crianças não teriam sido retiradas de áreas consideradas mais vulneráveis antes da chegada da água.

Até agora, nenhuma pessoa foi formalmente acusada criminalmente.

Famílias ainda aguardam respostas

Familiares das vítimas cobram esclarecimentos sobre o que aconteceu nas últimas horas antes da enchente. O corpo de uma das meninas, Cile Steward, ainda não foi encontrado.

O investigador afirmou ter conversado com sobreviventes, testemunhas e pessoas ligadas ao acampamento, além de ter realizado visitas ao local. Integrantes da família Eastland e outros funcionários em cargos de liderança, porém, teriam se recusado a prestar depoimento.

Após a enchente, o acampamento não voltou a funcionar em 2026 e entrou com pedido de recuperação judicial.

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