Segurança

Entenda como vai funcionar o teste de biometria nas urnas eletrônicas

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Foto: Reprodução

Atendendo a uma sugestão das Forças Armadas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai testar parte das urnas eletrônicas, no dia da eleição, com a biometria de eleitores.

O teste será feito em parte das 640 urnas que serão submetidas ao chamado teste de integridade, em que servidores da Justiça Eleitoral preenchem cédulas impressas, digitam nas urnas e checam se o voto depositado é o mesmo que foi registrado no equipamento. Essa verificação já ocorre há 20 anos.

A diferença é que nenhuma dessas etapas era feita com eleitores reais. Neste ano, quem já tiver votado, pode ser convidado a inserir a biometria em um dos aparelhos em teste. A iniciativa é para garantir que as urnas identifiquem, com eficiência, as digitais colocadas.

O processo será feito em, pelo menos, cinco capitais e no Distrito Federal. 

No dia da eleição, entre 32 e 64 urnas, em todo o país, serão sorteadas para o teste da biometria.

O eleitor pode se recusar a participar. Aqueles que aceitarem, irão assinar um termo. Não será necessário votar novamente e todo o processo do teste de integridade será filmado e acompanhado por uma auditoria externa.

Para o consultor em direito eleitoral, Narciso Fernandes, o teste vai confirmar, mais uma vez, a confiabilidade do sistema: “no processo eleitoral, ele é auditável, tecnicamente auditável. Os partidos políticos tiveram oportunidade de verificar o sistema. Os partidos políticos teriam condições de contratar uma empresa para participar ali e, ao correr do tempo, os partidos não se interessaram por isso”.

Informações SBT News