Segurança
Envolvidos em explosão de apartamento em Curitiba não devem ir a júri popular
O Poder Judiciário decidiu que os envolvidos na explosão de um apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba, não serão julgados pelo júri popular. O caso aconteceu em junho de 2019 e resultou na morte de Mateus Lamb, que tinha 12 anos na época do acidente. A perícia apontou que a explosão foi causada pelo produto utilizado na impermeabilização do sofá do imóvel.
Além da morte da criança, outras três pessoas ficaram gravemente feridas, incluindo o técnico da empresa de impermeabilização Caio Santos, um dos indiciados no caso. Além dele, a polícia também considerou culpados pela explosão os responsáveis pela empresa, José Roberto Porto Correa e Bruna Formankuevisky Lima Porto Correa.
A 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba decidiu não mandar para júri popular os réus do processo. Eles devem responder à ação na Vara Criminal, sob a justificativa de que “não é possível determinar o dolo”. Eles continuam respondendo em liberdade.
“A família recebeu a decisão de desclassificação com profundo, profundo sentimento de desalento, de decepção, porque eles convivem há dois anos e meio com os efeitos devastadores daquele dia trágico”, destaca a defesa da família Lamb.
“Apesar dessa tristeza de rememorar novamente tudo aquilo, eles seguem confiantes na Justiça de que a decisão será revertida no Tribunal”, complementa a defesa, acrescentando que o Ministério Público já entrou com recurso para reverter a decisão e levar o caso ao júri.