Segurança
Especial: 1 ano de COVID-19 em Foz
Como o tempo voa, não é mesmo? Essa mudança repentina na vida de milhares de pessoas foi exatamente em março de 2020.
Dia 18 de março de 2020, uma data que entrou para a memória de muitos. Nunca ninguém imaginou que isso pudesse acontecer, tudo ficou diferente. As 100 mil pessoas já não podiam usar o principal elo entre duas nações, os sons dos 40 mil carros que trafegavam pela tradicional ponte da amizade ficaram mudos. As nove mil pessoas já não caminhavam mais sob a ponte.
O nosso outro vizinho se fechou, mais de um ano se passou e até agora uma barricada foi montada no meio do caminho. Soldados argentinos ficam de vigia e impedem qualquer um de entrar e sair. O elo entre Brasil e Argentina perdeu todo o significado. A ponte internacional da fraternidade deixou de ser amigável.
Foi também no dia 18 de março de 2020 que Foz do Iguaçu registrou o primeiro caso positivo de COVID-19. A vítima, uma mulher de 33 anos, que tinha viajado para o Reino Unido. Ela começou a sentir sintomas quando voltou para a fronteira.
No dia seguinte do primeiro caso de infecção foi decretado estado de emergência na saúde iguaçuense. A partir daí a incerteza passou a ser a nova moradora de Foz do Iguaçu. Ela caminhava suavemente, de forma discreta e ao mesmo atormentava cada pessoa, ganhamos uma cidade fantasma.
A primeira morte por COVID-19 foi registrada no dia 26 de abril de 2020. Um homem de 55 anos que estava internado no hospital municipal Padre Germano Lauck. Ele apresentava sintomas graves da doença, tinha falta de ar, tosse seca, febre e dor ao respirar. Desde então os números só aumentaram. Em Foz já são mais de 500 mortes. Desde o começo da pandemia, Foz já registra mais de 500 mortes provocadas pela COVID-19. O cemitério do Jardim São Paulo é onde foi enterrada a maioria das vítimas.
Veja mais detalhes sobre este caso na reportagem completa do Tribuna da Massa Foz do Iguaçu e região desta quinta-feira (18):