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Investigação
Franco Tavares Mendes, de 19 anos, foi encontrado morto no último sábado (11); peritos apreenderam grande quantidade de bebidas alcoólicas no imóvel
A Polícia Civil de Piracicaba, no interior de São Paulo, abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da morte do estudante universitário Franco Tavares Mendes, de 19 anos. O jovem, que cursava o segundo ano de Engenharia Agronômica na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), foi encontrado sem vida no último sábado (11) dentro de uma república estudantil no município.
A ocorrência foi atendida inicialmente por guardas municipais e equipes de resgate. O caso foi registrado como morte suspeita na Delegacia Seccional de Piracicaba. O setor de investigações aguarda os resultados dos exames necroscópicos e toxicológicos do Instituto Médico Legal (IML) para apontar o que causou o óbito do estudante.
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O corpo de Franco foi encontrado nas dependências da república conhecida como Poko Loko. Inicialmente, o jovem estava deitado de bruços. Pessoas que moravam com ele relataram que o viraram de costas antes da chegada das ambulâncias do Samu. Essa mudança de posição foi feita sob orientação médica por telefone, em uma tentativa de checar os sinais vitais. De acordo com a Guarda Civil, uma análise preliminar no local do óbito indicou que o corpo de Franco não apresentava marcas ou sinais aparentes de violência física.
Dentro do imóvel onde o corpo foi localizado, os policiais civis e peritos criminais apreenderam um grande volume de bebidas alcoólicas. Entre os itens recolhidos e levados para análise estão garrafas de cerveja, vinho, vodca, uísque, energéticos e outros tipos de destilados. Todo o material passará por perícia para ajudar a traçar a linha do tempo das últimas horas de vida do universitário.
Franco Tavares Mendes era natural de São Paulo (SP) e muito ativo na vida acadêmica e social da universidade em Piracicaba. Conhecido entre os amigos pelo apelido de “P’-isqrdo”, ele integrava a república estudantil “No Talo” e participava ativamente do grupo estudantil “Ano Cinzeiro”, além do Grupo de Experimentação Agrícola (GEA), um projeto de extensão focado na prática agronômica. Seus colegas de classe o descreviam como um rapaz extremamente carinhoso, afetuoso e sempre sorridente.
A morte do jovem gerou uma onda de luto no meio universitário. A diretoria da universidade e o Centro Acadêmico Luiz de Queiroz emitiram notas públicas lamentando profundamente a perda precoce do aluno. Já o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de São Paulo (Sindsef-SP) publicou uma nota de pesar em solidariedade à mãe de Franco, que atua como servidora pública federal.
O velório de Franco foi realizado na última segunda-feira (13) na unidade Ossel Avelino, na capital paulista. O sepultamento ocorreu no mesmo dia, no Cemitério São Pedro, localizado no bairro Vila Alpina, na zona leste de São Paulo. A polícia segue ouvindo depoimentos de colegas de moradia e testemunhas para esclarecer o caso.
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