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Bruno Gomes da Luz, de 16 anos, levou 30 pontos na região da garganta após ser esfaqueado com um estilete dentro da sala de aula
O estudante esfaqueado dentro de uma escola em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, falou pela primeira vez sobre o caso. Bruno Gomes da Luz, de 16 anos, levou 30 pontos na região da garganta após ser esfaqueado com um estilete dentro de sala de aula. Ao Tribuna da Massa, ele relatou os detalhes daquele dia e contou sobre a sua amizade com o possível agressor.
“A minha relação sempre foi boa. Tanto que no mesmo dia a gente estava comendo junto, falando normal… nenhuma discussão, nenhuma briga”, conta o estudante.
Segundo Bruno, o crime aconteceu durante a aula. O suspeito veio por trás da vítima, e cortou o pescoço usando um estilete. Na hora, a vítima ficou sem reação e só depois viu o sangue na sua roupa.
Naquela noite de quinta-feira (19), o estudante esfaqueado foi socorrido em estado grave e levado ao hospital. Hoje (24), ele já está em casa e segue o tratamento junto com a mãe, que ajuda com os curativos.
A mãe da vítima, Claudia Kelly Gomes, conta que conhecia o suspeito. Os dois, na verdade, eram amigos e chegaram a comemorar o aniversário da vítima na própria casa.
“Eles saíam juntos. Fiz o aniversário dele e esse menino veio aqui. Sempre achei uma relação muito bonita, por isso o que aconteceu foi realmente uma traição”, diz Claudia.
Além de falar sobre a amizade dos dois, a mãe da vítima conta que o suspeito já apresentava sinais e que sempre dizia querer morrer.
“Ele tinha marcas de automutilação, e sempre dizia que queria morrer, mas que levaria alguém com ele. Nesse caso, tentou levar o meu filho, estava li na frente dele”, conta.
Bruno, o estudante que foi esfaqueado pelo amigo, conta que quer seguir em frente e que sonha em fazer psicologia para impedir que mais casos como esse aconteçam.
“Na escola, creio que o ambiente será diferente. O meu próprio amigo me cortou e agora é uma fragilidade, mas quero seguir em frente. Quero entender o que se passa com essas pessoas que fazem isso… como sou vítima, posso entender na pele também”, diz.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Paraná. O alerta da polícia é de que casos como esse, antes que se tornem tragédia, devem ser repassados às autoridades.
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