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Caos na UFRJ
Confusão ocorreu no prédio do IFCS-IH; direção da universidade repudiou tanto a violência quanto manifestações de cunho nazista
Um estudante de História foi espancado por um grupo de alunos na noite de terça-feira (25), no prédio do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e do Instituto de História (IFCS-IH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Centro da capital fluminense. O tumulto teve início após o jovem comparecer ao local vestindo uma camiseta com referências do regime nazista.
De acordo com relatos e registros compartilhados nas redes sociais, o rapaz usava uma blusa da banda britânica Death in June. O grupo musical, fundado na década de 1980, é conhecido pela controvérsia em torno do uso estético de insígnias e símbolos militares do Terceiro Reich, incluindo o Totenkopf, emblema utilizado pelas tropas da SS na Alemanha nazista.
As gravações mostram o momento em que o aluno é cercado por dezenas de estudantes nas escadarias internas do instituto. Após xingamentos e empurrões, o jovem é expulso do prédio.
Na sequência, do lado de fora do campus, ele é perseguido em direção a uma praça próxima, onde é derrubado no chão e agredido com socos e chutes antes de conseguir se afastar da multidão.
O episódio repercutiu nas redes sociais, dividindo manifestações entre usuários que condenaram a violência coletiva e outros que defenderam o confronto contra a exibição do símbolo.
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Em nota divulgada pela reitoria e pelas diretorias do IFCS e do Instituto de História, a UFRJ informou que abriu um procedimento para apurar as circunstâncias do ocorrido e identificar os envolvidos.
A instituição enfatizou o repúdio irrestrito a manifestações extremistas e à violência física:
“A UFRJ repudia qualquer manifestação de apologia ao nazismo, ao fascismo, ao racismo, ao antissemitismo e a todas as formas de intolerância e discriminação. A universidade ressalta ainda que repudia qualquer forma de violência e reafirma seu compromisso com a democracia, os direitos humanos e o respeito à dignidade humana.”
Até o momento, a universidade não detalhou se houve registro formal do caso em delegacia da Polícia Civil. No Brasil, a veiculação e o uso de símbolos para fins de divulgação do nazismo são considerados crime previsto na Lei nº 7.716/1989.
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