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Evandro Dal Molin se passava por agente público para obter vantagem indevida, cobrando valores de entidades beneficentes sob a promessa de viabilizar repasses financeiros
Evandro Dal Molin foi preso, na última sexta-feira (17), suspeito de estelionato, falsificação de documentos públicos e particulares, usurpação de função pública e lavagem de dinheiro. Segundo a investigação da Polícia Civil do Paraná (PCPR), ele se associava a órgãos e cargos públicos que nunca existiram para enriquecer.
Evandro Dal Molin se dizia presidente de uma associação que nunca existiu, o Marco da Criança e do Adolescente, que seria ligada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Por anos, ele se associou a causas de crianças em situação de vulnerabilidade e pessoas autismo para ganhar credibilidade no meio.
Além disso, segundo a investigação, ele também se apresentou como secretário do Governo do Paraná. No entanto, ele nunca teve ligação, segundo o próprio governo do Estado.
“Há pelo menos seis anos, o senhor Evandro Dal Molin vem vivendo um contexto político de, digamos assim, grande credibilidade pelas redes sociais. No Facebook, que ainda está no ar, é possível verificar que ele divulgava várias participações em eventos públicos, ele se apresentava como autoridade, ele divulgava que ele era o representante e responsável pelos recursos para a Casa da Mãe, Casa do Autista – sempre se associando a causas vulneráveis. A partir disso, ele se associava a essas causas e chegava a pequenas prefeituras e comunidades vulneráveis. Era conhecido como o Doutor Evandro Dal Molin”, disse a delegada El Cavalcanti, responsável pelo caso.
Dal Molin planejava se candidatar como deputado federal neste ano.
Segundo o repórter Bruno Previdi da Rede Massa | SBT, a polícia descobriu o método do golpista porque começou a receber denúncias. Evandro Dal Molin prometia verbas a pessoas e prefeituras, usando o nome do governo federal, mas pedia que a vítimas pagassem parte do processo. Com o dinheiro recebido de uma vítima, ele usava em benefício próprio e pagava outra vítima. O esquema era “circular”.
Além disso, ele e o pai também eram pastores e tinham uma igreja. A suspeita da polícia é de que parte do valor dado pelos fieis era roubado para o esquema. Há uma suspeita de lavagem de dinheiro.
A informação é de que muitas vítimas do golpe perderam economias porque confiaram em Dal Molin, outras esperaram por mais de três anos para receber parte do pagamento prometido por ele.
As investigações apontam que o esquema criminoso causou prejuízo superior a R$ 350 mil a vítimas em diferentes municípios do Estado.
A delegada informou à Rede Massa que o investigado não passava pelas residências no seu nome há algum tempo. Ele foi preso em um hotel em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos dois aparelhos celulares e documentos de interesse para a investigação. Uma segunda investigada identificada no inquérito permanece foragida.
Por determinação judicial, também foram adotadas medidas patrimoniais, como o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos investigados. As diligências seguem em andamento para localizar a segunda envolvida e aprofundar a apuração dos fatos. O caso segue sob investigação da PCPR.
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