TRAGÉDIA
Família que morreu soterrada durante chuvas será sepultada nesta sexta (11)
LUTO
Vinicius Hendrick de Lima Machado, de 5 anos, estava no imóvel com a mãe e o padrasto quando um barranco desabou sobre um dos quartos da residência
O menino Vinicius Hendrick de Lima Machado, de 5 anos, foi a primeira vítima retirada pelos bombeiros após um deslizamento de terra soterrar uma família em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O caso aconteceu na manhã desta quinta-feira (10).
As equipes tentaram reanimar a criança durante o resgate, mas ela não resistiu. Uma equipe médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi acionada para auxiliar no atendimento.
Vinicius estava na residência com a mãe, Jaqueline Gabriela de Lima Andrade, de 20 anos, e o padrasto, Kauan da Silva Contador, de 21 anos, quando um barranco desabou. A terra avançou em direção a um dos quartos da casa, localizada na Rua República do Panamá, no bairro Ronda.
A família foi soterrada em Ponta Grossa e encontrada pelas equipes do Corpo de Bombeiros sob uma massa de barro, terra e lama. Segundo o capitão Bacuri, foi necessário retirar parte do material para abrir espaço e conseguir alcançar as vítimas.
LEIA TAMBÉM
“Fizemos a retirada da massa de barro, terra e lama que havia e abriu um espaço para retirar as vítimas. Dois adultos e uma criança”, explicou o capitão. Apesar dos esforços de resgate e da tentativa de reanimação do menino, Vinicius morreu. Jaqueline e Kauan também não resistiram ao soterramento.
Os três serão velados nesta sexta-feira (11), na Capela Municipal São José, em Ponta Grossa. O sepultamento está marcado para as 16h.
Depois que as vítimas foram retiradas, a área foi isolada por causa do risco de novos deslizamentos. A Defesa Civil deve cadastrar a residência para avaliar a necessidade de interdição e também fará uma vistoria nos imóveis vizinhos.
De acordo com o capitão Bacuri, a previsão de mais chuva nos próximos dias aumenta a necessidade de atenção na região. “Tem previsão de mais chuva nos próximos dias, então a Defesa Civil vai avaliar as residências vizinhas também”, afirmou.
O bombeiro também orientou moradores que vivem em áreas de encosta a deixarem as casas durante períodos de chuva acumulada. Segundo ele, o excesso de água pode saturar o solo e provocar novos deslizamentos.
“Em regiões de encosta, com chuva acumulada, o ideal é não permanecer na residência. O solo fica saturado e pode causar soterramento sobre a residência.”
Para mais notícias da categoria segurança, acesse o Massa.com.br.
CONTEÚDOS RELACIONADOS