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HOMICÍDIO
A Justiça converteu a prisão em flagrante para preventiva
Em Belo Horizonte, um homem de 27 anos foi preso pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) após confessar ter matado a própria mãe, de 54 anos, dentro da residência da família, no bairro Nova Cachoeirinha, região noroeste da capital. O caso aconteceu na manhã de segunda-feira (22) e é investigado pela Polícia Civil.
A ocorrência teve início depois que vizinhos acionaram a polícia ao ouvirem uma discussão dentro da casa. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o suspeito trancado no imóvel e ele se recusou a abrir a porta, o que levou ao arrombamento. Em seguida, ele confessou o crime e foi preso em flagrante.
De acordo com o depoimento prestado às autoridades, o homem afirmou ter diagnóstico de esquizofrenia e histórico de surtos psicóticos, além de relatar que não fazia uso regular de medicação. Ele também mencionou episódios anteriores de uso de drogas quando morava fora do Brasil, mas disse não ter consumido entorpecentes recentemente.
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No interrogatório, o suspeito afirmou ter ouvido uma “voz” antes de atacar a mãe. Segundo a investigação e laudo preliminar da perícia, a vítima foi estrangulada e depois atingida por golpes de faca, sofrendo ferimentos na face, tórax, abdômen e membros, além de ter sido decapitada.
Após o crime, o homem não tentou fugir. Ele relatou que chegou a cogitar acionar a polícia, mas desistiu da ideia. Em seguida, tomou banho e foi dormir dentro da própria residência, onde permaneceu deitado até a chegada das equipes policiais. Os militares precisaram arrombar novamente a porta para realizar a prisão.
Segundo testemunhas, a vítima ainda teria pedido para o filho parar durante a agressão. Uma vizinha afirmou ter ouvido a frase: “Não faça isso, meu filho. Eu te amo”.
Ao ser detido, o suspeito indicou aos policiais onde estava o corpo e informou o local onde deixou a faca utilizada no crime. Ele não resistiu à prisão.
A Justiça converteu a prisão em flagrante para preventiva. O juiz também determinou atendimento médico e psiquiátrico ao preso, além de acompanhamento especializado durante o cumprimento da medida.
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