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Foragido há mais de 30 anos por matar ex com 72 facadas é preso

Marcos Campinha Panissa, de 57 anos, era procurado por matar a ex-esposa com 72 facadas em 1989, em Londrina, no norte do Paraná

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Marcos Campinha Panissa, de 57 anos, era procurado por matar a ex-esposa com 75 facadas em 1989, em Londrina, no norte do Paraná (Foto: Reprodução/Rede Massa Foz do Iguaçu)

Um homem que estava foragido pela Justiça brasileira há mais de três décadas foi preso no Paraguai e entregue às autoridades do Brasil nesta quarta-feira (15). Marcos Campinha Panissa, de 57 anos, era procurado por matar a ex-esposa com 72 facadas em 1989, em Londrina, no norte do Paraná.

De acordo com as investigações, ele matou a ex com 72 facadas motivado por ciúmes. Após o crime, desapareceu e passou a viver fora do país com identidade falsa.

Foragido que matou ex com 72 facadas vivia disfarçado no Paraguai

No Paraguai, Panissa usava o nome de José Carlos Vieira. Com documentos irregulares, conseguiu se estabelecer no país, onde formou família e levava uma vida considerada comum. Ele morou no estado de Concepción e, posteriormente, se mudou para São Lorenzo, na região metropolitana de Assunção, onde trabalhava no comércio.

A prisão ocorreu em via pública, em São Lorenzo, após troca de informações entre forças de segurança. Agentes passaram a monitorar o suspeito até confirmarem sua verdadeira identidade. Ele foi abordado durante o dia e não apresentou resistência.

Após a captura, Panissa foi levado para uma base da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) e, em seguida, transferido para Ciudad del Este. Ainda na noite da prisão, ele foi expulso do Paraguai e entregue à Polícia Federal brasileira na Ponte da Amizade, na fronteira com o Paraná.

Homem que matou ex com 72 facadas faltou o julgamento e desapareceu

O histórico do caso inclui uma série de decisões judiciais. Em 1991, Panissa foi condenado a mais de 20 anos de prisão. Posteriormente, houve revisão da pena e novos recursos por parte do Ministério Público. Em 1995, no dia em que passaria por um novo julgamento, ele não compareceu e passou a ser considerado foragido.

Desde então, apesar de tentativas das autoridades ao longo dos anos, conseguiu evitar a captura até agora.

Com a extradição, Panissa deve cumprir a pena pelo crime que chocou a população à época. Assista à reportagem completa da Rede Massa de Foz do Iguaçu aqui.

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